Archive for the 'Criatividade' Category

Criatividade: Procure pela segunda resposta

maio 1, 2008

Um dos mais importantes motivos que levam ao envelhecimento das organizações e à perda de competitividade é a tendência natural de enxergar os problemas, e tentar resolvê-los, através do prisma do passado. As premissas e idéias que fizeram sentido no passado podem não ser as mais adequadas para enfrentar os desafios do presente.

Quando as pessoas têm um problema, elas usualmente se contentam, com a primeira resposta certa que encontram. De um modo geral, a primeira resposta é simplesmente a repetição de respostas que deram certo no passado. Isto pode ser satisfatório em algumas situações, mas se você quiser inovar é necessário ir além das respostas usuais e procurar por uma segunda resposta certa, ou uma terceira, quarta e outras mais. A primeira resposta costuma ser o que funcionava antes, mas provavelmente não será uma boa resposta para os novos desafios. As outras respostas costumam ser mais criativas e explorar novos caminhos até então ignorados ou mesmo evitados.

Há uma historia entre os índios americanos que ilustra o que foi dito acima. O velho curandeiro tinha a tarefa de indicar aos guerreiros as trilhas que eles deviam seguir para caçar animais e suprir alimentos para a tribo. Ele orientava os guerreiros traçando as trilhas de caça num couro de búfalo.

Quando a caça nessas trilhas se esgotava e começava a faltar alimentos, os guerreiros procuravam o velho curandeiro para que ele consultasse os espíritos e indicasse novas trilhas. Ele pegava um couro e o colocava ao sol para secar. Em seguida, fazia suas orações e desdobrava o couro que estava cheio de estrias e sulcos. Ele marcava alguns pontos de referência e usava estas estrias e sulcos do couro seco para traçar ao acaso novas trilhas; um novo mapa estava pronto. Ele sabia que a coisa certa a fazer era obrigar os guerreiros a saírem das velhas trilhas a que estavam acostumados e se aventurarem por regiões inexploradas.

Seguindo sempre a mesma trilha, você irá aos mesmos lugares onde sempre foi e terá o que sempre teve. No caso de caça, terá cada vez menos.

O que sua equipe tem obtido com as respostas e soluções de seus problemas? Mais, a mesma coisa ou menos? Já não estaria na hora de procurar novas trilhas e novas respostas?

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Analise e resolva seus problemas através das Nove Janelas

abril 24, 2008

Um obstáculo comum à inovação é a dificuldade de definir o problema devido à complexidade da situação. Problemas complexos precisam ser analisados sobre distintas perspectivas para serem adequadamente entendidos e definidos. A técnica Nove Janelas pode ajudar a desvendar a complexidade de forma que o problema se torne mais claro. É uma ferramenta visual que permite analisar a situação sob diferentes perspectivas, especialmente em pensar sobre o problema a resolver em termos de TEMPO e ESPAÇO.

O princípio básico desta técnica consiste em dividir o universo do problema em nove segmentos, conforme mostrado na figura 1.

Nove janelas

Figura 1: Nove Janelas

No uso da técnica das Nove Janelas, o conceito de futuro é bastante elástico, tanto pode ser no minuto seguinte, como no próximo dia, semana, mês, ano ou século. O mesmo com o conceito de passado.

A maior dificuldade no uso desta técnica pode ocorrer na identificação do subsistema e do macro sistema. O subsistema consiste das partes que formam o sistema; o macro sistema é o ambiente onde o sistema funciona. O quadro a seguir mostra alguns exemplos destes três conceitos e suas relações.

Exemplo 1

Exemplo 2

Exemplo 3

Macro sistema Transporte Editora
Livrarias
Prédio
Condomínio
Sistema Automóvel Livro Apartamento
Subsistema Motor
Freios
Carroceria
Páginas
Palavras
Conceitos
Imagens
Paredes
Telefonia
Hidráulica
Portas

Na figura 2 usamos o exemplo do projeto de uma caneta para ilustrar alguns dos vários aspectos relativos ao tempo e espaço que devemos considerar quando pensarmos de maneira mais completa a respeito do projeto de um novo produto ou na solução de um problema.

A janela central, Sistema-Presente, é onde automaticamente nosso cérebro se concentra toda vez que confrontado com uma situação ou problema a solucionar. Em outras palavras, se formos solicitados a pensar sobre o projeto de uma caneta melhor, o nosso cérebro imediatamente forma a imagem de uma caneta (o sistema) sendo usada para escrever (o presente). A técnica das 9 Janelas abre outras perspectivas e nos leva a pensar sobre a caneta:

  • num contexto maior (o macro sistema) incluindo a pessoa segurando a caneta, o papel usado, a mesa, etc;
  • num contexto menor (o subsistema): os componentes da caneta como a pena, a tampa, a tinta, etc;
  • no passado: fabricação, empacotamento, transporte, preparação para escrever, etc;
  • no futuro: o que acontece com a caneta imediatamente após terminarmos de escrever, seu descarte ao final de sua vida útil, etc.

A técnica das Nove Janelas nos ajuda a superar a inércia mental que nos prende ao tempo presente e ao nível do sistema. Esta técnica nos encoraja a pensar de uma forma mais holística, pois e projeto de uma caneta não diz respeito somente ao que acontece quando a caneta está escrevendo, mas a muitos outros aspectos, dos quais alguns poucos são mostrados na figura 2.

Nove Janelas_Canetas

Em resumo, ao pensarmos sobre a melhoria do projeto de um produto, ou na solução de um problema, podemos enfocar o problema sob nove diferentes perspectivas, combinando os enfoques temporais (passado, presente e futuro) com os espaciais (subsistema, sistema e macro sistema). Por exemplo, uma cadeia de hotéis na Suécia projetou os móveis de seus apartamentos pensando não somente nos custos atuais e no conforto de seus hóspedes, mas também nos custos futuros de descarte dos mesmos e nas possibilidades de reciclagem e reaproveitamento.

Há diversas maneiras de se usar os conceitos de passado, presente e futuro para analisar e solucionar um problema. Um método simples envolve a formulação das seguintes perguntas em cada uma das nove janelas:

  • Passado: Se eu pudesse retornar no tempo e fazer algo para prevenir este problema, o que eu faria?
  • Presente: Se eu pudesse fazer algo diferente neste momento para evitar a ocorrência deste problema, o que eu faria?
  • Futuro: O problema está acontecendo e eu não fui capaz de evitá-lo. Como resolvê-lo?

A técnica das Nove Janelas fornece até nove perspectivas para olhar o problema. Ela nos ajuda a olhar o problema sob uma perspectiva mais ampla, a visão da floresta, como também sob uma perspectiva mais voltada para os detalhes, a visão das árvores. Algumas vezes você conseguirá responder a todas as nove perguntas, outras vezes somente algumas. De qualquer forma, esta técnica abre novos e amplos caminhos para sua criatividade.

A técnica das Nove Janelas pode ser usada nas diversas etapas do processo de análise e solução de problemas: definição do problema, coleta de dados, análise das causas, geração de idéias, seleção e avaliação de soluções.

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Você está pronto para inovar?

abril 15, 2008

Você não tem de fazer o que não deseja fazer, mas para se tornar um inovador você tem de fazer algumas escolhas. Eis algumas destas escolhas. Qual a sua decisão?

Marque sua reposta:

N = De jeito nenhum
T = Vou tentar
S = Sim, sem dúvida

Você deseja Marque
1. Se tornar mais aberto a mudanças? (inovar é mudar).  
2. Destruir o que você sabe para ganhar novos conhecimentos? (Você não pode fazer o que nunca fez até que se torne o que nunca foi).  
3. Tornar seu trabalho mais alegre?  
4. Ser empurrado para além do que é normal?  
5. Deixar de lado a palavra estranho e usar mais a palavra diferente? (Ser mais tolerante para compreender melhor).  
6. Assumir alguns riscos de rejeição para ter algumas idéias implementadas?  
7. Ajudar outros a mudar? (Você fará por outras pessoas o que não faz para si mesmo).  
8. Se associar e compartilhar com outros? (duas cabeças juntas criam centelhas).  
9. Perguntar mais e se defender menos? (Você já sabe o que você sabe).  
10. Renunciar a algo velho para considerar algo novo? (Ao menos pensar a respeito para ter opções).  
11. Ser você mesmo e expressar seus pensamentos? (Tirar a máscara)  
12. Descobrir o que está atrás de uma decepção? (Poderoso é aquele que conhece a si mesmo).  
13. Examinar seus fracassos e ver as lições que pode aprender?  
14. Deixar de lado o passado para poder progredir no presente? (O maior obstáculo para o futuro é o nosso sucesso no passado).  
15. Deixar que as outras pessoas progridam no seu próprio ritmo? (A não ser que o seu ritmo seja considerado o modelo universal).  

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Exercite sua mente: A travessia de Zeno

abril 5, 2008

Uma ilustração do poder das suposições.

Zeno tem de fazer a travessia de um rio, transportando três animais de cada vez, pois sua canoa só tem capacidade para levar Zeno e mais um animal. Os três animais são: um Kanti, um Shimu e um Calimoe.

 Travessia

Infelizmente:

  • Se Zeno deixar sozinhos, de qualquer lado do rio, o Kanti e o Shimu, o Kanti comerá o Shimu.
  • Do mesmo modo, se deixar sozinhos o Shimu e o Calimoe, o Shimu comerá o Calimoe.

O problema: como atravessar os três animais para o outro lado do rio, assegurando que todos os três permaneçam vivos?

O propósito deste quebra-cabeça é mostrar como nossas suposições, regras que criamos de forma inconsciente ou supomos existir, limitam as possíveis soluções que podemos imaginar. Mostra também que a maneira como formulamos o problema pode limitar ou ampliar as possíveis soluções.

Solução para a Travessia de Zeno

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Inovação: As lições do Firefox

março 30, 2008

FirefoxPoucas organizações tiraram proveito da criatividade das pessoas de fora como a Mozilla Corporation, criadora do navegador Firefox. Trabalhando no sistema de código aberto, a Mozilla depende da contribuição de milhares de voluntários para o desenvolvimento do produto e codificação, distribuição e promoção do software.

Mitchell Baker, presidente da Mozilla, concedeu uma entrevista a The Mckinsey Quartely em janeiro de 2008, onde fala sobre o sucesso do projeto Firefox e sobre como equilibrar disciplina e a liberdade para que pessoas motivadas se dediquem às suas paixões. Segundo Mitchell Baker, algumas lições que as empresas inovadoras podem aprender com a experiência da Mozilla:

Motivação: Um ponto chave é o sentimento de que as pessoas têm a “propriedade” do que elas estão fazendo, no sentido de que estão emocionalmente comprometidas e têm a chance de decidir o que e como fazer. O número de pessoas que sentem que o Firefox é parcialmente delas é muito alto, afirma Baker.

Liberdade: Deixar as pessoas livres é muito importante. Você tem de definir o espaço e a extensão, mas você obtém muito mais do que você espera delas, porque elas não são você. Segundo Baker, a Mozilla cria estruturas para que os colaboradores externos trabalhem a partir delas, sendo criativos onde a Mozilla não consegue ser.

Clareza: Deixar claro o que você deseja é muito importante para obter os benefícios da criatividade dos diversos colaboradores. Se você está fazendo uma coisa e enviando uma mensagem que está fazendo outra, eu penso que você está morto, diz Baker.

Correr riscos: Se você tem um bom grupo de pessoas à sua volta, pessoas em quem confia, em algumas ocasiões pode ser muito importante se afastar quando algo não te agrada. Deixe o problema rolar por algum tempo. A idéia de que um simples individuo é o melhor tomador de decisões para tudo e que deve ter o controle final funciona somente em algumas situações. Quando você simplesmente ordena às pessoas que parem o que estão fazendo, você perde seus pensamentos criativos. Se tiver dúvidas, faça perguntas para esclarecer e trocar idéias.

O que você pensa sobre as lições sobre inovação do Firefox? Elas podem ser aplicadas ao seu negócio?

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Os 9 princípios de inovação do Google

março 17, 2008

Google_criatividade

Em entrevista a Fast Company (www.fastcompany.com), Marissa Mayer, Vice Presidente da Google Inc. fala sobre os nove princípios de inovação adotados pela Google e fornece valiosas informações sobre sua política empresarial e sobre algumas das razões para o seu inigualável sucesso.

1. Inovação e não a perfeição instantânea

Trata-se de uma escolha difícil. Lançar um produto antes que ele esteja perfeito e ser o primeiro a comercializá-lo, ou gastar meses no seu aperfeiçoamento e se arriscar a um fracasso quando lançado no mercado?

A Google optou por não esperar pela perfeição e lançar logo seus produtos. Usa as reações do mercado para refinar seus produtos de acordo com as reais necessidades dos usuários.

2. Idéias vêm de toda parte

A Google espera que todos tenham idéias: executivos, gerentes, empregados e usuários. A empresa mantém um fórum interno permanente e encoraja os empregados a publicar novas idéias e submetê-las aos seus colegas para análise e melhoria. As melhores idéias são votadas e sobem para o topo da lista. Os comentários dos colegas levam a novas e melhores idéias.

3. Licença para seguir seus sonhos

Os engenheiros podem dedicar 20% do tempo em suas idéias. Têm liberdade para escolher temas que os interessam e que julgam vir a ser valiosos para a empresa.

4. Transforme os projetos, não os descarte

Qualquer projeto que foi suficientemente bom para passar pelo processo de filtragem, mas que não foi aprovado pelos usuários, provavelmente tem uma semente ou algo interessante em algum ponto que possa ser aproveitado. A idéia deve ser trabalhada e transformada em algo que o mercado deseja.

5. Compartilhe informações o máximo que puder

Através da intranet, os empregados são informados do que está acontecendo com os negócios e o que é importante. Além disso, todos os empregados informam por e-mail o que fizeram na semana anterior. Estas informações vão para uma página na intranet. Assim qualquer um tem acesso a quem está trabalhando em que, evitando duplicidades.

6. O foco é nos clientes, não no dinheiro

A Google acredita que se concentrar nos clientes o dinheiro entra naturalmente. Se trabalhar em produtos que os usuários necessitam, eles pagarão por eles.

7. Os dados são apolíticos

As decisões sobre projetos são tomadas com base em dados e não ditadas por preferências ou gostos pessoais.

8. Criatividade ama restrições

As pessoas pensam sobre a criatividade como uma coisa sem freios, mas a engenhosidade floresce em situações de restrições. Os engenheiros amam enfrentar desafios e resolver problemas difíceis.

9. Recrute pessoas brilhantes

Pessoas brilhantes estabelecem para si mesmos elevados padrões de desempenho. Elas querem trabalhar em projetos importantes e criar grandes coisas para o mundo.

É claro que o que serve para a Google Inc. pode não ser totalmente aplicável ou adequado para outras empresas. Cada empresa é única, com seus próprios valores, desafios e dificuldades. Mas vale a pena refletir sobre este nove princípios e ver como podem ser adaptados.

O que você pensa sobre estes nove princípios? Eles podem ser aplicados ao seu negócio? Que adaptações você faria?

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Programa de sugestões: como obter ideias melhores e úteis

março 8, 2008

Quando se fala em promover a participação dos trabalhadores nas iniciativas de inovação, a caixa de sugestões é uma das idéias sempre presentes. Na maioria das vezes, esta idéia é recebida com um grande entusiasmo. A direção cria expectativas sobre as extraordinárias melhorias e economias que serão obtidas. Os trabalhadores sonham com as possibilidades de prêmios e reconhecimento de seus talentos e criatividade. Usualmente, tudo isso termina com decepções e as caixas abandonadas e poeirentas são os testemunhos de mais uma boa intenção malograda.

As causas principais dos fracassos dos programas de sugestões são a falta de foco e de uma estratégia para promover e direcionar a criatividade da força de trabalho. Normalmente, as caixas de sugestões são criadas com o objetivo de se obter um grande número de idéias, na esperança de que alguma coisa útil seja colhida deste processo solto e sem rumo. Doce ilusão, pois o que se obtém são idéias impraticáveis, ou que pouco têm a ver com o negócio da empresa e seus problemas mais prementes.

Assim sendo, o desafio que se coloca é a geração de idéias que resolvam problemas específicos ou que identifiquem novas oportunidades relacionadas ao negócio da empresa. Ao lançar um programa de sugestões, devemos cuidar para que a criatividade seja realmente aplicada na solução destes problemas e na busca de novas oportunidades relevantes. Há quatro meios de se conseguir isto:

1. Mude a inovação de reativa para proativa

Ao invés de esperar por idéias que as pessoas queiram submeter, a empresa deve tomar uma atitude proativa e dizer às pessoas sobre que temas específicos elas devem trabalhar. Os temas deverão refletir as preocupações mais urgentes, atuais e relevantes, tais como: redução de desperdícios, atrasos e reclamações; melhoria da qualidade e da produtividade, etc. Agindo assim, a empresa terá um número menor de idéias, mas que serão mais relevantes e práticas.

2. Direcione a criatividade

Focalize seus desafios e oportunidades mais relevantes. Estabeleça quais os Problemas, Oportunidades, Ameaças e Tendências específicas você quer atacar. Expresse estes desafios e oportunidades em ações diretamente ligadas ao dia a dia dos trabalhadores. De novo, esta abordagem reduzirá a quantidade de idéias, mas resultará em idéias que podem ser implementadas e que estão de acordo com as necessidades e prioridades da empresa.

3. Motive sua equipe

Informe sua equipe quais são os principais desafios que a empresa enfrenta e que tipos de mudanças ela precisa fazer para se manter competitiva e lucrativa. Explique as razões de cada tema escolhido e por que a empresa necessita de idéias inovadoras nestes temas. Fale também como as idéias serão avaliadas e como as melhores serão implementadas e premiadas.

4. Prepare sua equipe

Como toda habilidade, a criatividade pode e deve ser aprimorada. Entusiasmo e boa vontade não são suficientes para vencer as barreiras culturais, abandonar os velhos hábitos e superar as deficiências na análise e solução de problemas. Arme sua equipe com as ferramentas básicas de criatividade e solução criativa de problemas. Escolha e treine também facilitadores que apoiarão as equipes no uso destas ferramentas.

Em resumo, se você quer idéias inovadoras e práticas, direcione a imaginação de sua equipe para desafios bem definidos e arme-a com as ferramentas para vencer as barreiras à criatividade e trilhar novos caminhos.

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Regras para a solução criativa de problemas

fevereiro 27, 2008

Mesmo que sejamos muito criativos e brilhantes em encontrar soluções, se estivermos trabalhando no problema errado, estamos perdendo tempo e dinheiro. Quando recebemos um problema para solucionar, é muito provável que ele venha definido de uma forma vaga e enganosa. Assim, o primeiro e o mais importante passo é obter uma definição correta e em que você possa trabalhar objetivamente. Ao definir mal um problema, você estará tomando um caminho que o afasta do problema real e de qualquer possibilidade de solução.

Depois de mais de 30 anos trabalhando em empresas de diversos setores, aprendi algumas regras que podem facilitar a identificação, compreensão, solução e verificação de problemas.

Espero que elas lhe sejam úteis.

Regra 1:
Não suponha que você compreende o problema.
  Este é um dos erros mais comuns na solução de problemas: pensar que você sabe o que está acontecendo sem olhar com profundidade ou sem obter informação bastante para entender a situação. Antes de começar a solucionar qualquer problema, dedique algum tempo para estar absolutamente certo de você entende o que está acontecendo. Lembre-se de que as aparências enganam. Muitas vezes um problema aparentemente técnico, tem suas raízes em falhas nas comunicações, desmotivação, liderança fraca, ou outras causas de natureza organizacional e gerencial.
Regra 2:
Não suponha que a pessoa que relata o problema também o compreende
  As pessoas descrevem os problemas de muitas formas diferentes, algumas chegam a serem bizarras. Muitas vezes elas apresentam percepções superficiais ou destorcidas que nada têm a ver com o problema real. Outras vezes elas apresentam informações desconexas, baseadas no que ouviram ou no que elas pensam que sabem.
Regra 3:
Não suponha que alguém mais entende o problema
  Se você necessita delegar o problema, ou se você está recebendo instruções de outras pessoas para solucionar o problema, não suponha que elas sabem do que estão falando. Ao delegar o problema, certifique-se de que suas instruções foram bem entendidas.
Regra 4:
Não suponha que você tem um único problema
  Às vezes, as coisas são mais complicadas do que parecem. Não é uma boa idéia supor que há um único problema a ser resolvido. Durante todo o processo de solução do problema, mantenha seus olhos abertos para identificar problemas adicionais.
Regra 5:
Não suponha que você tem mais de um problema
  Do mesmo modo, não suponha que há mais de um problema. Como conciliar as regras 4 e 5? Baseie suas conclusões somente no que existe, e não em suas suposições ou em suposições de terceiros.
Regra 6:
Não suponha que o problema seja igual a outro anterior
  Nenhum problema é igual a outro. Supor que o problema atual é semelhante a outro anterior pode levar a replicação de uma solução inadequada.
Regra 7:
Não suponha que se trata de um problema simples ou complexo
  Um problema é o que ele é, nada mais. Alguns são simples, outros complexos. Não assuma nada até concluir suas análises.
Regra 8:
Não confie no que está nos papéis
  Não tire conclusões com base somente em relatórios, memorandos e estatísticas. Saia da sua sala e vá ao campo para ver o problema real, converse com as pessoas que vivenciam e são afetadas pelo problema.
Regra 9:
Não suponha má intenção
  Se encontrar um erro humano, não assuma que se trata de uma ação mal intencionada. Geralmente, os erros humanos resultam de despreparo ou desinformação. Se for o caso, corrija os erros pela melhor informação e treinamento dos operários.
Regra 10:
Investigue as causas do problema
  Faça uma exaustiva investigação para identificar as verdadeiras causas do problema. Aja sobre as causas e não sobre os sintomas. Para isto, pergunte “por que” várias vezes até chegar à causa raiz do problema.
   
Regra 11:
Não aceite o argumento que sua idéia já foi tentada e não funcionou
  Muitas idéias boas são destruídas por implementação mal planejada ou por desistência na primeira dificuldade encontrada. Procure saber com detalhes como foi planejada e executada sua implementação. Se o Inferno está cheio de boas intenções, a estrada de acesso está pavimentada por boas idéias mal implementadas.
   

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Criatividade na terceira idade

janeiro 31, 2008

Criatividade na maturidade

Qual o impacto do envelhecimento sobre nosso potencial criativo? Esta é uma questão que tem sido objeto de investigações por vários cientistas. No livro Psicologia da Criatividade (Artmed Editora), Todd Lubart, da Universidade René Descartes, apresenta algumas interessantes conclusões de investigações feitas sob diferentes perspectivas. Lubart conclui que a performance criativa durante a vida adulta apresenta mudanças importantes em termos de quantidade, qualidade e de forma de expressão. Conclui também que o desempenho criativo na fase adulta varia significativamente entre os diversos campos de expressão e de individuo para individuo num mesmo campo.

Mudanças na quantidade das produções criativas

De um modo geral, a produtividade das pessoas criativas tem o seu auge em redor dos 40 anos, quando começa a declinar. A lentidão no tratamento das informações parece ser uma das principais razões da queda. No entanto, este ponto de pico depende muito do campo de expressão. Em certas áreas, como a pesquisa em matemática, o auge criativo ocorre por volta dos 30 anos e decresce rapidamente. Em outras áreas, como história e filosofia, o ápice ocorre por volta dos 50 anos e a queda é mais tênue. Individualmente, há grandes variações, com algumas pessoas se mantendo bastantes produtivas após os 50 ou 60 anos. Podemos citar Leonardo da Vinci, Léon Tostoi e Louis Pasteur entre muitos.

Mudanças na qualidade das produções criativas

As pesquisas sobre a qualidade da produção criativa concluíram que sua evolução independe do campo de expressão. A qualidade está mais ligada à quantidade, isto é, quanto mais o criador produz, maior a probabilidade de ocorrência de obras qualitativamente significativas.

Do lado positivo, as pesquisas mostraram que processos como a definição do problema, a seleção de estratégias, a codificação, a comparação e a combinação seletiva e a dialética se tornam mais eficazes com a idade.

Mudanças na forma das produções criativas

A análise das produções criativas sugere uma variação de forma e substância conforme a idade. Nos primeiros anos de vida adulta, a criatividade seria mais intensa e objetiva, marcada pela espontaneidade e questionamentos. Acima dos 40 anos, seria mais elaborada, subjetiva e reflexiva, marcada pela procura de sintetização dos valores tradicionais. Observa-se, no entanto, grandes diferenças individuais no estilo criativo da terceira idade, marcado por uma procura de harmonia e de integração de idéias e valores.

Como explicar as variações da criatividade do adulto?

Embora a condição geral de saúde possa explicar algumas variações individuais, as diferenças na quantidade e na qualidade criativa da terceira idade podem também ser explicadas por diversos fatores cognitivos, comportamentais e ambientais.

Os conhecimentos têm um lugar central nas atividades criativas. Em geral, ter mais idade significa ter mais amplos conhecimentos e experiência. Uma base de conhecimentos mais ampla pode ajudar a compensar o declínio na velocidade de tratamento das informações. Assim, aqueles que marcaram suas vidas por um aprendizado permanente e se mantiveram atualizados no seu campo de expressão têm mais condições de se manterem criativos e produtivos. Por outro lado, a especialização excessiva tende a criar fortes bloqueios mentais e a defesa intrangisente de realizações passadas.

Os traços de personalidade, como a tolerância à ambigüidade, a perseverança, o conformismo e a tendência a assumir riscos desempenham um papel importante na qualidade e produtividade em todas as faixas etárias. Na velhice, as pessoas tendem a ser menos tolerantes, a perderem a vigor e a combatividade e de se tornarem mais conformistas e prudentes. No entanto, algumas pessoas idosas conseguem controlar e neutralizar estas tendências e se manterem muito criativas. Neste processo, pesa muito o apoio de amigos, de familiares e da sociedade. Outro fator importante é a situação financeira do idoso, pois as preocupações com a subsistência minam as atividades intelectuais.

Podemos concluir que há um natural declínio da capacidade criativa, mas não somente por razões ligadas a saúde. Há importantes fatores cognitivos, comportamentais e ambientais que podem ser administrados e neutralizados. O primeiro passo é o autoconhecimento e uma ação firme e disciplinada para combater as tendências à rigidez mental. O segundo é o reconhecimento de que na idade madura a criatividade toma contornos e formas diferentes da criatividade na juventude. Finalmente, não esquecer que, como qualquer outra parte de nosso corpo, se não for usado, o cérebro perde seu vigor e enrijece. A criatividade declina quando deixa de ser cultivada.

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Criatividade: o acaso somente favorece aos espíritos preparados

janeiro 16, 2008

OportunidadeO ditado popular diz que a oportunidade é um cavalo arriado que passa uma única vez. Se estiver atento, você consegue montá-lo, caso contrário continuará sua jornada a pé, chegando em último lugar, ou mesmo não chegando a lugar nenhum.Vivemos numa época de grandes oportunidades geradas pelas mais diversas situações, seja pelos avanços tecnológicos e mudanças sociais e econômicas, seja pelos problemas que nos afligem e que pedem soluções inovadoras. Enxergar e aproveitar essas oportunidades exige uma combinação de conhecimentos, curiosidade, flexibilidade mental e a disposição para experimentar e correr riscos. Vamos ilustrar este ponto com algumas histórias.

Os especialistas tendem a resistir às novidades

Ò conhecimento em um determinado campo é um fator essencial para a geração de idéias inovadoras. Não se pode esperar que alguém totalmente ignorante em química possa vir a criar um medicamento revolucionário. No entanto, o conhecimento especializado pode nos cegar sobre o potencial de uma nova idéia. Com muita freqüência, as autoridades em determinado campo falham em perceber e aceitar a inevitabilidade da mudança. Alguns exemplos:

  • Em 1899, Charles H. Duell, diretor do Escritório de Patentes dos EUA, aconselhou o Presidente McKinley a fechar o escritório de patentes, afirmando: “Tudo que podia ser inventado, já foi inventado”.
  • Em janeiro de 1909, um artigo no Scientific American dizia que o automóvel tinha praticamente atingido seu limite de desenvolvimento, pois nenhuma melhoria radical tinha sido introduzida no ano anterior.
  • Em 1927, o jovem engenheiro DeForest procurou Harry Warner, um dos fundadores do estúdio Warner Brothers. DeForest tinha desenvolvido um meio de sincronizar imagem e som, que poderia trazer o som aos filmes mudos da época. A resposta de Harry Warner: “Você está louco? Quem quer ouvir um ator falar?”
  • Até 1970 o mercado de computadores era definido em termos de mainframes. Mesmo quando a possibilidade de computadores pessoais se tornava uma realidade técnica, os líderes do mercado falharam em perceber o novo potencial. Em 1977, Ken Olsen, fundador e presidente da Digital Equipment Corporation, afirmou: “Não há razão para um indivíduo ter um computador em sua casa”. Os grandes fabricantes só entraram neste mercado quando perceberam o sucesso de jovens empreendedores como Steve Jobs e Bill Gates.

A sorte só favorece a quem está acordado

Por outro lado, aqueles que mantêm uma atitude de curiosidade e de experimentação, percebem com clareza e agilidade as oportunidades que surgem à sua frente. Vejamos alguns exemplos simples mas esclarecedores.

A casquinha de sorvete foi inventada num verão quente em 1904, quando um vendedor de sorvetes, Charles Menches, ficou sem pratinhos de papel que ele usava para vender sua mercadoria. Sem querer perder fregueses, ele olhou em sua volta procurando uma solução. Ele viu uma massa enrolada semelhante a um wafer que um negociante vizinho usava para vender melado. Pediu emprestado um pouco da massa, e a usou como um copo para vender sorvete. Os clientes gostaram da idéia de comprar sorvete num copo que também podia ser comido. E assim surgiu a casquinha.

O Band-Aid da Johnson & Johnson foi inventado por um de seus funcionários que vivia preocupado com sua esposa, uma pessoa muito propensa a sofrer acidentes. Com muita freqüência, ela se cortava com as facas de cozinha. Depois de atender a esposa ferida por várias vezes, ele teve a idéia de cortar uma fita em pequenas tiras e prender um pedaço de gaze no meio de cada tira. Assim, cada vez que sua esposa se cortava, o curativo podia ser colocado em apenas trinta segundos. Quando ele falou sobre sua invenção, a Johnson & Johnson percebeu imediatamente o seu potencial e lançou o Band-Aid.

John Dunlop, o inventor do pneu, era um veterinário. Quando seu filho recusou a passear de bicicleta devido ao desconforto das trepidações, ele começou a pensar numa solução para tornar as bicicletas mais confortáveis. Até então, não havia uma proteção em torno das rodas, que tocavam direto na estrada. O contato da roda com o solo tornava o passeio muito penoso; as bicicletas eram conhecidas como “chacoalha ossos”. Um dia, enquanto trabalhando no seu consultório, ele teve a idéia de fixar tubos cirúrgicos em volta da roda, enchê-los de ar e vedá-los. Isto funcionaria como um colchão e reduziria as trepidações. As pessoas lhe disseram que não iria funcionar, mas ele foi adiante e inventou o pneu.

Nestes três casos, vimos que a criatividade resultou de uma combinação de curiosidade, flexibilidade mental, mostrada na combinação ou na procura de novos usos para objetos conhecidos, e a disposição de enfrentar opiniões contrárias e fazer experiências.

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