Archive for the 'Motivação' Category

Inovação: As lições do Firefox

março 30, 2008

FirefoxPoucas organizações tiraram proveito da criatividade das pessoas de fora como a Mozilla Corporation, criadora do navegador Firefox. Trabalhando no sistema de código aberto, a Mozilla depende da contribuição de milhares de voluntários para o desenvolvimento do produto e codificação, distribuição e promoção do software.

Mitchell Baker, presidente da Mozilla, concedeu uma entrevista a The Mckinsey Quartely em janeiro de 2008, onde fala sobre o sucesso do projeto Firefox e sobre como equilibrar disciplina e a liberdade para que pessoas motivadas se dediquem às suas paixões. Segundo Mitchell Baker, algumas lições que as empresas inovadoras podem aprender com a experiência da Mozilla:

Motivação: Um ponto chave é o sentimento de que as pessoas têm a “propriedade” do que elas estão fazendo, no sentido de que estão emocionalmente comprometidas e têm a chance de decidir o que e como fazer. O número de pessoas que sentem que o Firefox é parcialmente delas é muito alto, afirma Baker.

Liberdade: Deixar as pessoas livres é muito importante. Você tem de definir o espaço e a extensão, mas você obtém muito mais do que você espera delas, porque elas não são você. Segundo Baker, a Mozilla cria estruturas para que os colaboradores externos trabalhem a partir delas, sendo criativos onde a Mozilla não consegue ser.

Clareza: Deixar claro o que você deseja é muito importante para obter os benefícios da criatividade dos diversos colaboradores. Se você está fazendo uma coisa e enviando uma mensagem que está fazendo outra, eu penso que você está morto, diz Baker.

Correr riscos: Se você tem um bom grupo de pessoas à sua volta, pessoas em quem confia, em algumas ocasiões pode ser muito importante se afastar quando algo não te agrada. Deixe o problema rolar por algum tempo. A idéia de que um simples individuo é o melhor tomador de decisões para tudo e que deve ter o controle final funciona somente em algumas situações. Quando você simplesmente ordena às pessoas que parem o que estão fazendo, você perde seus pensamentos criativos. Se tiver dúvidas, faça perguntas para esclarecer e trocar idéias.

O que você pensa sobre as lições sobre inovação do Firefox? Elas podem ser aplicadas ao seu negócio?

Artigos relacionados:

Os 9 Princípios de inovação do Google

Criatividade e inovação

Por que criatividade?

Criatividade e motivação

Como líderes inovadores tratam as idéias criativas

Se gostou deste artigo,ou para receber novas publicações.

Como dar feedback a pessoas criativas

outubro 18, 2007

Fazer a avaliação de um trabalho criativo não é uma tarefa fácil, pois:

  1. As pessoas criativas tendem a se identificar com seus trabalhos e estabelecer uma forte relação emocional com suas idéias e criações. Por causa disso, elas costumam considerar qualquer crítica aos seus trabalhos como algo pessoal.
  2. O valor de alguns trabalhos criativos é altamente subjetivo. Assim, é muito difícil fazer um julgamento, mesmo quando nos sentimos seguros sobre o tema do trabalho.
  3. Freqüentemente, somos chamados a julgar e tomar decisões sobre trabalhos que estão fora de nosso campo de especialidade.

Contudo, o feedback é vital para a criação de uma equipe altamente inovadora, pois raramente as idéias nascem perfeitas e acabadas. A critica construtiva é uma parte essencial para o aprimoramento das habilidades criativas e para ajudar as pessoas a não perderem os sensos de valor prático e objetividade.

O feedback é essencial, mas como conduzi-lo? Especificamente:

  • Como dar um feedback genuinamente construtivo a um trabalho criativo, mesmo quando não somos especialistas no assunto examinado?
  • Como separar a pessoa do trabalho julgado e evitar que a crítica seja tomada como um ataque pessoal?
  • Como evitar que a rejeição de uma idéia não resulte na perda de entusiasmo e vigor criativo?

Orientações para um feedback eficaz

O modo como você fornece o feedback impacta tanto a forma como é recebido o seu julgamento sobre o trabalho avaliado, como também suas relações futuras com a pessoa que recebe o feedback. Uma abordagem honesta, cortês, leal e objetiva ajuda a construir relações saudáveis e a fortalecer um ambiente de confiança e cooperação. Uma abordagem rude, superficial, desrespeitosa e incoerente mina a motivação, a confiança e o espírito criativo.

Algumas sugestões para conduzir o feedback de forma construtiva:

  1. Seja claro e específico. Cuide para que sua mensagem seja clara e bem compreendida. Evite generalizações, tais como sempre, nunca, todo mundo. Evite também termos que podem levar a interpretações errôneas e a mal entendidos.
  2. Seja honesto, mas sem ser rude. Se for o caso, não faça rodeios sobre os pontos fracos do trabalho e sobre suas razões para julgá-lo inadequado. Em todo caso, não há necessidade de ser brutalmente honesto, especialmente se você continuará a trabalhar com essa pessoa e espera que ela continue a trazer novas idéias.
  3. Dê a sua opinião e não as opiniões de outros. Basear seu feedback em opiniões alheias mostra falta de preparo e desinteresse de sua parte. Se você não estiver seguro sobre alguns pontos do trabalho, admita isso na introdução de seu feedback.
  4. Deixe claro seu papel. Se você não é um expert no assunto, você está na condição de olhar o trabalho sob uma perspectiva diferente. Pode não ser a melhor opinião, mas é diferente. Por exemplo, se você é o gerente, você está perfeitamente capacitado para dar um feedback baseado no conhecimento dos clientes, do mercado, dos tomadores de decisão, etc. Mas tome o cuidado de deixar bem claro em quais perspectivas você está baseando suas opiniões.
  5. Seja explicito sobre seus critérios. Seus critérios podem ser subjetivos, mas ao menos provêem uma referência para seu julgamento. Critérios válidos incluem: seu conhecimento prático, a reação dos tomadores de decisão, a reação dos clientes, o mercado, a competição, os custos, prazos, etc.
  6. Adote uma postura construtiva. Mesmo que você não aprove o trabalho, não deixe de encorajar a pessoa. A criatividade envolve riscos e nem sempre conseguimos criar uma obra prima e uma das atitudes mais valiosas é a de encorajar as pessoas nos momentos de fracassos. Ressalte os pontos positivos da idéia e das atitudes da outra pessoa. Lembre-se de que, mesmo a idéia não sendo boa, a outra pessoa teve iniciativa e se esforçou para superar obstáculos. Destaque os pontos positivos que ela pode aprimorar e usar nos seus próximos trabalhos.

Se você tiver de desaprovar um trabalho criativo, faça-o mas sem o ônus de azedar as relações e de destruir o espírito criativo de sua equipe. Pelo contrário, use sempre o feedback, mesmo o negativo, como uma excelente oportunidade de aprendizado e de estimulo para o fortalecimento da motivação e das habilidades criativas.

Recebendo feedback

Algumas pessoas interpretam o feedback como pura crítica e se recusam a ouvir. Outras o vêem como um massacre psicológico, a confirmação de suas fraquezas. Outras só querem ouvir elogios, mas nada que sugira imperfeições.

Este não é o caso de todos, certamente. Algumas pessoas aceitam o feedback, mesmo que seja perturbador, pois acreditam que pode ajudá-las a crescer e a desenvolver suas habilidades criativas. Algumas dicas para aqueles que pretendem tirar o máximo proveito do feedback sobre seus trabalhos e idéias:

  1. Ouça com atenção. Não interrompa e ouça o que seu interlocutor está realmente dizendo e não o que você supõe que ele vai dizer. Procure entender o que está sendo dito, ao invés de se colocar na defensiva e se concentrar na resposta que dará. Em dúvida, faça perguntas para esclarecer.
  2. Mente aberta. Isto significa ser receptivo a novas idéias e diferentes opiniões. Freqüentemente, há mais de uma maneira de fazer algo e outras pessoas podem ter um ponto de vista completamente diferente sobre um assunto. Você pode aprender algo de valioso.
  3. Identifique os critérios. Desentendimentos surgem devido a diferenças de critérios. Se não há concordância nos critérios, não pode haver concordância no julgamento. Assim, a primeira coisa a fazer é identificar os critérios que estão sendo usados para avaliar seu trabalho. São critérios válidos? Se positivo, os avaliadores estão certos sobre se seu trabalho atende ou não a esses critérios? Se você julga que os critérios usados não são válidos, é imprescindível conversar inicialmente com os avaliadores sobre os critérios a serem usados e procurar um consenso.
  4. Reflita e decida o que fazer. Avalie honesta e objetivamente o valor do feedback, as conseqüências de usá-lo ou ignorá-lo. A escolha é sua. Se você discorda do feedback, considere pedir as opiniões de outras pessoas.
  5. Faça o follow up. Há muitas maneiras de agir após o recebimento de um feedback. Algumas vezes, simplesmente implementar as sugestões recebidas. Em outras situações, você pode querer marcar uma nova reunião para discutir o feedback ou submeter uma versão modificada de seu trabalho.

Qualquer que seja o resultado final, e quer você concorde ou não com o julgamento, o feedback sempre nos oferece uma oportunidade de reflexão e aprendizado sobre o fruto de nosso trabalho, bem como sobre nossas atitudes e métodos. Mesmo você tendo total convicção sobre os méritos de seu trabalho, as opiniões contrárias de outras pessoas revelam falhas na comunicação das vantagens, benefícios e viabilidade de suas idéias. Mostram ainda que você pode estar ignorando aspectos subjetivos e emocionais, bem como perspectivas e valores distintos dos seus. O mundo costuma ser bem mais complexo do que nossa mesa ou bancada de trabalho.

Artigos relacionados:

10 atitudes das pessoas muito criativas

Conversar faz bem à criatividade

Como convencer as pessoas e vender suas idéias

Como líderes inovadores tratam as idéias criativas

Se gostou deste artigo,ou para receber novas publicações.

Criatividade: pensamentos selecionados

julho 31, 2007

SabedoriaAbraham Maslow:
A questão não é “O que favorece a criatividade?” Mas por que, em nome de Deus, nem todos são criativos? Onde o potencial humano foi perdido? Como ele foi mutilado? Eu penso então que uma boa pergunta pode não ser “Por que as pessoas criam?” Mas por que as pessoas não criam ou não inovam? Nós temos de abandonar o sentimento de espanto em relação à criatividade, como se ela fosse um milagre.

Albert Einstein:
A mente intuitiva é um dom sagrado e a mente racional é um servo fiel. Nós criamos uma sociedade que venera o servo e que esqueceu o dom.

Buckminster Fuller:
Quando eu estou trabalhando num problema, eu nunca penso a respeito de beleza. Eu penso unicamente em como resolver o problema. Mas quando eu termino, se a solução não é bela, eu sei que ela está errada.

Carl Sagan:
É a tensão entre criatividade e ceticismo que tem produzido as estonteantes e inesperadas descobertas da ciência.

Edwin Land:
Criatividade é a repentina interrupção da estupidez.

Erich Fromm:
Criatividade exige a coragem de abandonar as certezas. As condições para a criatividade são de se surpreender; se concentrar; aceitar conflito e tensão, renascer a cada dia; ter consciência de sua individualidade.

Margaret J. Wheatley:
As coisas que mais tememos nas organizações, flutuações, perturbações, desequilíbrios, são as fontes primárias de criatividade.

Pablo Picasso:
Todas as crianças são artistas. O problema é como permanecer um artista quando crescemos.

Albert Szent Gyorgi:
A descoberta consiste em olhar para a mesma coisa como todo mundo e pensar algo diferente.

Thomas Disch
Criatividade é a habilidade de ver conexões onde não há nenhuma.

Provérbio chinês:
Quando um dedo aponta para a lua, o imbecil olha para o dedo.

Malcolm Muggeridge:
Nunca se esqueça de que somente o peixe morto nada a favor da corrente.

Artigos relacionados:

O declínio da criatividade

Criatividade e inovação

Por que criatividade?

Criatividade e inteligência

Criatividade e intuição

Criatividade e motivação

Se gostou deste artigo,ou para receber novas publicações.

Como líderes inovadores tratam as idéias criativas

junho 8, 2007

Você já deve ter presenciado esta cena várias vezes: alguém apresenta uma nova idéia, cheio de entusiasmo, e as cabeças começam aIdeias perdidas balançar negativamente, murmurando “Não! Não! Não!”. Mais uma idéia é liquidada, sem maiores preocupações em examinar seus méritos. Ela é simplesmente fuzilada por causa de um aspecto que a torna impraticável na opinião dos avaliadores. Nenhuma tentativa é feita para trabalhar a idéia, explorar seus pontos positivos e neutralizar seus pontos negativos.

Esta é uma situação muito comum em todas as organizações; diariamente milhares de idéias são jogadas fora sem a consideração de suas possibilidades. O aspecto mais trágico desta atitude é que ela acaba por inibir as cabeças pensantes da empresa. Para cada idéia criativa descartada, há um criador de idéias imaginando se vai se arriscar a oferecer outras.

Em situações semelhantes, você pode agir como um coveiro ou como um jardineiro. O coveiro trata de enterrar a nova idéia o mais fundo possível, de forma que ela não volte a incomodá-lo. O coveiro de idéias tem o hábito de examiná-las com base na sua viabilidade imediata e descartar todas as que apresentem qualquer indício de dificuldades na sua adoção.

O jardineiro sabe que a semente de toda inovação é uma idéia altamente especulativa, e inacabada, que precisa ser trabalhada par se tornar viável e prática. Pela sua própria natureza, quanto mais ambiciosa a idéia, mais frágil ela se apresentará, mais falhas terão que ser corrigidas. É importante reconhecer que na medida em que você afasta os obstáculos, isto é, constrói a viabilidade da idéia, você está modificando-a, ou mesmo transformando-a. O resultado final pode ser bem diferente da idéia original. Isto é a verdadeira natureza do desenvolvimento de idéias. Não há nada de errado neste processo, desde que o produto final seja reconhecido como valioso, útil e viável. Neste caso, o valor da idéia original está no seu papel de gatilho do processo de inovação.

A beleza desta abordagem é que ela permite que você comece com uma idéia muito nova e fresca e não se deixe cegar pelos seus inevitáveis defeitos. Como você tem os meios de construir sua viabilidade de forma sistemática, há mais liberdade em usar sua imaginação para melhorá-la ou mesmo transformá-la. Neste processo de desenvolvimento de idéias, o jardineiro percorre uma trilha de cinco etapas.

Avaliação e desenvolvimento de idéias com mente aberta

Etapa 1: Diga simplesmente “talvez”

Segure o primeiro impulso de dizer “não”. A negativa corta todo um mundo de possibilidades. Nesta etapa você deve dizer a si mesmo que, dada à nova idéia uma atenção construtiva, ela pode mostrar seus méritos e se tornar muito valiosa.

Etapa 2: Encontre os positivos

Articule aqueles aspectos e características da idéia que são positivos, mesmo que você não a aprove na sua totalidade. Tente ser específico sobre os pontos positivos. Esta é uma etapa importante, pois estabelece uma atitude mental diferente da atitude típica da resposta “aqui está o que esta idéia tem de errado”. Esta atitude construtiva cria uma chance da nova idéia viver um pouco mais e revelar um surpreendente número de características positivas que, de outro modo, não seriam percebidas.

Etapa 3: Identifique os problemas a solucionar

Considere que os aspectos negativos são obstáculos a serem superados, e não razões para descartar a nova idéia. Tenha em mente que, na vida de uma nova idéia, este é o momento mais vulnerável e uma abordagem negativa certamente a matará prematuramente. Não se trata de negligenciar os aspectos negativos associados à idéia, mas sim de mantê-la viva pela clara identificação de medidas a serem tomadas para neutralizar estes aspectos negativos. Por exemplo:

“É muito caro. Não podemos fazer isto dentro do nosso orçamento”.

Torna-se em:

“Vamos ver se podemos fazê-lo a um custo menor”.

Todas as duas declarações tocam a questão dos custos. A primeira fecha as portas, a segunda a deixa aberta e convida os solucionadores de problemas a continuar seu trabalho.

Etapa 4: Gere idéias para remover os obstáculos

Concentre-se primeiro no problema mais difícil e gere idéias específicas para removê-lo. Comece pelo obstáculo mais desafiador, pois, com muita freqüência, os outros são derivados deste problema maior; resolvendo o maior, você estará resolvendo os outros também. Continue removendo os obstáculos remanescentes, até que você tenha desenvolvido um conceito que possa ser considerado viável e valioso.

Etapa 5: Crie um plano de ação

Articule ao novo conceito que você desenvolveu, certificando-se de ele inclui todos os elementos que você incorporou para torná-lo viável e acionável. Liste as medidas necessárias para realizar a implementação.

Com estes simples cinco passos, você não só resolveu um problema crônico. O mais importante é que você deixou claro para sua equipe que valoriza suas contribuições e sabe como tratar suas idéias de forma construtiva. É através de gestos concretos como este que a empresa se mostra verdadeiramente receptiva às pessoas criativas e as estimula a continuar pensando.

Artigos relacionados:

Bloqueios à criatividade

Criatividade e motivação

Preconceitos: como exterminar idéias no berço

Como selecionar suas melhores idéias

Se gostou deste artigo,ou para receber novas publicações.

Criatividade e motivação

maio 27, 2007

Se uma sociedade espera atingir a renovação, ela tem que ser um ambiente hospitaleiro para mulheres e homens criativos. Tem também que produzir pessoas com a capacidade de auto-renovação. Mas a renovação – da sociedade e dos indivíduos – depende, em alguma medida, da motivação, do compromisso, da convicção, os valores pelos quais as pessoas vivem, pelas coisas que dão sentido às suas vidas. John W. Gardner – Self-Renewal, The Individual and the Innovative Society.

Motivação

Todos nós ansiamos por um trabalho que tenha sentido e que crie oportunidades de contribuirmos ativamente para o sucesso da organização e promover nosso crescimento pessoal e profissional. As pessoas podem aplicar níveis extraordinários de esforço e dedicação quando têm estas oportunidades. Criar as condições apropriadas para apoiar, orientar e recompensar os bons resultados são as tarefas mais importantes de um líder inovador. O primeiro grande desafio do líder inovador é eliminar as barreiras que impedem as pessoas de ter orgulho de seu trabalho e de aplicar plenamente seus conhecimentos e habilidades.

Embora reconheçam isto, muitas organizações têm sido administradas com base em conceitos equivocados sobre as pessoas e suas motivações básicas. Algumas das idéias erradas sobre a motivação das pessoas:

  • A motivação como um combustível, que pode ser injetado no sistema. Para restaurar o nível de motivação basta levar o pessoal periodicamente ao posto de abastecimento: palestras e seminários sobre motivação, campanhas motivacionais, apelos e exortações para que “vistam a camisa”. Estas atividades não são em si desprovidas de importância, mas tornam-se inúteis se as empresas mantêm intactas práticas gerenciais, processos e estruturas que impedem as pessoas de fazer um trabalho bem feito.
  • A motivação como uma reserva de valor pessoal, que pode ser comprada em parcelas. Para restaurar o nível, basta sacar o talão de cheques: participação nos lucros, prêmios, gratificações e outras formas de recompensas monetárias. É claro que o dinheiro tem uma grande importância na vida das pessoas. Contudo, sem remover as barreiras organizacionais que impedem as pessoas de irem além de suas contribuições rotineiras é um desperdício que só gera frustração entre os dirigentes e cinismo entre os trabalhadores.
  • O dinheiro como a única recompensa importante. As recompensas econômicas eqüitativas são uma base importante para se construir um ambiente de trabalho produtivo e criativo, mas não são suficientes. Além de suprir as suas necessidades de uma vida decente, saudável e segura, as pessoas anseiam por uma realização social e profissional, de serem reconhecidas por suas competências e de serem aceitas como produtivas e valiosas.

Os líderes inovadores reconhecem que o dinheiro, a remuneração justa e eqüitativa, têm um papel muito importante na motivação. Mas vão além e trabalham ativamente para remover as barreiras que impedem as pessoas de colocar os seus talentos, a criatividade e conhecimentos a serviço da melhoria continua dos serviços, dos produtos e da plena satisfação de seus clientes. Nesta importante tarefa, os líderes inovadores adotam os seguintes princípios:

Princípio da participação
A motivação tende a aumentar à medida que as pessoas têm a oportunidade de assumir responsabilidades e participar das decisões que afetam o seu trabalho e os seus resultados. Uma das melhores formas de garantir elevados desempenhos é dar às pessoas a sensação de propriedade do seu trabalho, tornando-as responsáveis pelo sucesso do seu “negócio”.

Princípio da delegação
A motivação tende a aumentar à medida que se delega às pessoas a autoridade para tomar as decisões que afetam os resultados de seu trabalho. Dar autoridade às pessoas para tomar as suas próprias decisões lhes confere um interesse genuíno nos resultados e dedicação à causa de seus clientes.

Princípio da comunicação
As pessoas que são mantidas informadas sobre os acontecimentos que influem sobre o seu trabalho tendem a manter elevados níveis de motivação. Manter as pessoas informadas sobre a empresa, seus planos e objetivos é um sinal claro de que o líder tem a mais alta consideração pelos seus auxiliares e não os vê meramente como uma engrenagem do sistema.

Princípio do reconhecimento
O reconhecimento das contribuições feitas pelas pessoas tende a manter elevados níveis de motivação e a perpetuar os bons desempenhos. Quando reconhecemos um trabalho bem-feito, estamos deixando bem claro que a pessoa recompensada é um membro valioso e importante da equipe, e que o seu exemplo e suas contribuições merecem ser seguidos.

Em resumo, mais do que nunca, o segredo do sucesso de uma organização está na sua habilidade de atrair pessoas criativas e de aproveitar plenamente o capital intelectual de sua equipe. Para isto, ela tem de se tornar um ambiente em que as pessoas criativas tenham a oportunidade de desenvolver e aplicar seus talentos, e se sintam valorizadas e amadas pelo que são e pelo que produzem.

Artigos relacionados:

Bloqueios à criatividade

Criatividade e inteligência

Criatividade e intuição

Se gostou deste artigo,ou para receber novas publicações.

Montando cavalo morto

março 7, 2007

Os índios da tribo Dakota passam de geração a geração o seguinte ensinamento: “Quando você descobre que está montando um cavalo morto, a melhor estratégia é desmontar”.Nas organizações públicas ou privadas, muitas pessoas se recusam a desmontar do cavalo morto e continuam a usar práticas e manter idéias que se tornaram obsoletas e contraproducentes. Alguns exemplos do que elas fazem:

  • Trocam os cavaleiros.
  • Ameaçam o cavalo com castigos e demissão.
  • Compram um chicote mais forte e esporas mais afiadas.
  • Criam um comitê para estudar o cavalo.
  • Dizem coisas como: “Esta é a maneira como sempre montamos este cavalo”.
  • Visitam outros países para ver como eles montam cavalos mortos.
  • Criam um curso para desenvolver habilidades de equitação.
  • Contratam terceiros para montar o cavalo.
  • Contratam um consultor para motivar o cavalo morto.
  • Instalam um sistema que faz cavalos mortos correrem mais rápido.
  • Declaram que cavalo morto é melhor, mais rápido e mais barato.
  • Formam um comitê para pesquisar usos para cavalos mortos.
  • Revisam os requisitos de desempenho para cavalos mortos.
  • Designam um Six Sigma Black Belt para ressuscitar o cavalo.
  • Mudam os requisitos operacionais e declaram: “Este cavalo não está morto”.
  • Incluem no orçamento uma verba para melhorar o desempenho do cavalo.
  • Atrelam vários cavalos mortos para aumentar a velocidade.
  • Promovem o cavalo morto a gerente.

(Autor desconhecido)

No mundo real, as oportunidades passam montadas em cavalos alados e não voltam uma segunda vez. Para aproveitá-las é necessário abandonar a comodidade e a segurança dos cavalos mortos, ou seja, da inércia. Novas oportunidades e desafios exigem que olhemos nosso trabalho sob perspectivas diferentes, novos valores e novas atitudes. Santos Dumont não teria inventado o avião se tivesse se contentado com o sucesso de seus balões dirigíveis. Bill Gates e Steve Jobs não teriam aberto os caminhos para a popularização do PC se não se libertassem da mentalidade dominante de main frames e sistemas operacionais cada vez mais complexos e pesados.

No processo criativo, o cavalo morto representa os temores, preconceitos, suposições e paradigmas obsoletos que bloqueiam nossa criatividade. Fuga, o segundo princípio do processo criativo, nos convida a escapar destes bloqueios mentais e libertar nossa imaginação. Em Ferramentas de criatividade você encontrará algumas ferramentas criadas para ajudá-lo nesta fuga.

Artigos relacionados:

O processo criativo

Técnicas de criatividade

Bloqueios à criatividade

Preconceitos: como exterminar idéias no berço

Pensamento Lateral: como se libertar dos bloqueios mentais

Se gostou deste artigo,ou para receber novas publicações.