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Como saber se somos muito criativos?

dezembro 18, 2007

A capacidade de criar é uma das mais marcantes características do ser humano. Do controle do fogo até a divisão do átomo, uma incansável corrente de idéias inovadoras têm guiado nossa jornada através dos séculos. A compreensão científica da criatividade está longe de ser completa, mas um consenso já surgiu entre os estudiosos: a criatividade não é um dom divino, mas uma habilidade que poder ser aprimorada. Os mesmo fatores que nos possibilitam maximizar outros poderes cognitivos, como alguns exercícios mentais, a otimização de atitudes e do ambiente, podem também nos ajudar a desenvolver as habilidades criativas. Todos nós temos curiosidade sobre a nossa capacidade criativa. No entanto, as tentativas para encontrar um método para medir a criatividade, análogo ao QI usado para avaliar a inteligência, falharam até agora. A interpretação de algumas técnicas de medição da criatividade, como o Teste de Pensamento Criativo de Torrance, é muito subjetiva, dependendo muito do julgamento pessoal do avaliador.

As 7 principais características das pessoas muito criativas

Ao invés de usar um teste padronizado, os experts em criatividade buscam por certas características que as pessoas muito criativas parecem possuir. Algumas das principais características:

Fluência: o número de idéias, sentenças e associações que uma pessoa pode pensar quando apresentado a uma palavra, conceito ou problema.

Variedade e flexibilidade: a diversidade de diferentes soluções que uma pessoa pode encontrar quando solicitada a explorar os diferentes usos de alguma coisa ou a criar soluções para um problema.

Originalidade: a habilidade de desenvolver soluções potenciais que outras pessoas não conseguiram pensar.

Elaboração: a habilidade de formular uma idéia, de expandi-la e transformá-la numa solução concreta.

Sensibilidade a problemas: a habilidade de reconhecer o desafio central dentro de uma tarefa, bem como das dificuldades associadas a este desafio.

Redefinição: a capacidade de ver um problema conhecido sob uma perspectiva completamente diferente.

Tolerância à ambigüidade: a capacidade de aceitar e trabalhar ao mesmo tempo com múltiplas causas ou respostas a um problema ou desafio singular.

Teste sua criatividade

Embora os testes sejam subjetivos, você pode matar sua curiosidade sobre sua capacidade criativa fazendo os exercícios seguintes. Divirta-se e avalie seu potencial criativo.

O Teste de Torrance: dadas algumas formas gráficas simples, a pessoa é solicitada a usá-las ou combiná-las a ou a completar uma figura inacabada. Avaliadores julgam se os resultados são mais ou menos criativos, como nos exemplos a seguir. Clique na figura para ampliar.

Teste de Torrance

Exercite sua mente usando as figuras abaixo. Para usar ou combinar uma figura, você pode aumentá-la, reduzi-la, alterar sua cor ou reproduzi-la várias vezes. Na combinação, você pode usar duas ou mais figuras. Force sua mente para obter figuras altamente criativas e originais.

Teste de Torrance

 

Depois de terminar o exercício, releia as quatro primeiras características (fluência, variedade e flexibilidade, originalidade e elaboração) e verifique quais se destacam. Como você avalia sua criatividade? Quais características você precisa desenvolver para aprimorar suas habilidades criativas?

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O processo criativo

fevereiro 10, 2007

Algumas pessoas vêem a criatividade como uma atividade relativamente não estruturada de pular em torno de idéias até se deparar com a idéia certa. Embora isto funcione para algumas pessoas, muitas situações da vida real requerem uma abordagem mais estruturada. A liberdade para experimentar é essencial para a criatividade, como também alguma disciplina para assegurar objetividade e consistência.

Seja qual for o nível de estruturação adotado, o processo criativo se fundamenta em três princípios: Atenção, Fuga e Movimento. O primeiro princípio nos diz: concentre-se na situação ou problema; o segundo: escape do pensamento convencional; o terceiro: dê vazão à sua imaginação. Estas três ações mentais formam uma estrutura integrada em que se baseiam todos os métodos de pensamento criativo. As diferenças entre os diversos métodos encontrados na literatura especializada estão na ênfase dada a cada um destes princípios e nas ferramentas usadas. As definições destes três princípios são parcialmente inspiradas no trabalho de Paul E. Plsek (Creativity, Innovation and Quality, ASQ Quality Press).

ATENÇÃO

A criatividade requer que primeiro concentremos nosso foco em algo, um problema ou uma oportunidade. Ao nos concentrarmos, preparamos nossa mente para romper com a realidade existente e se abrir para a percepção de possibilidades e conexões que normalmente não enxergamos.

Se estivermos explorando oportunidades, voltamos nossa atenção para o que não funciona ou pode ser aperfeiçoado:

  • o que é difícil e complicado e pode se tornar fácil e simples;
  • o que é lento e pode se tornar rápido, ou vice-versa;
  • o que é pesado e pode se tornar leve e portátil;
  • o que é instável e pode se tornar estável e confiável;
  • o que está separado e pode ser combinado e unificado, ou vice-versa;
  • muitas outras possibilidades em que usualmente não prestamos atenção.

Até 1980, a indústria de computadores dirigia sua atenção para a máquina, como torná-la mais potente. Apple e Windows focaram sua atenção no usuário, em como tornar o computador mais acessível e mais amigável, revolucionando toda a indústria de informática.

Se estivermos analisando um problema, concentramos nossa atenção para compreender melhor a situação, suas diferenças e similaridades com outras situações conhecidas, as peculiaridades do problema analisado e suas possíveis causas. Tentamos entender a situação, procurando respostas para as seguintes questões: O que está acontecendo? Onde? Como? Quando? Por quê? Quem está envolvido?

Tanto no caso de exploração de oportunidades, quanto no caso de solução de problemas, devemos ficar atentos aos paradigmas, aos sentimentos e às suposições que podem estar atuando sobre nossa percepção e entendimento da situação.

A verdadeira viagem do descobrimento não consiste na procura de novas paisagens, mas em ter novos olhos. (James L. Adams).

FUGA

Tendo concentrado nossa atenção na maneira como as coisas são feitas atualmente, o segundo princípio do processo criativo nos chama a escapar mentalmente dos nossos atuais modelos de pensamento. É a hora de refletir sobre os nossos bloqueios mentais e derrubar as paredes que limitam nossa imaginação ao que sempre fizemos, ao que é confortável e seguro.

A verdade é que os hábitos, mais do que nossas habilidades, predominam na escolha de nossos caminhos. Tendemos a trilhar sempre o mesmo vale, que se torna cada vez mais profundo e mais difícil de escapar.

Você não pode resolver um problema com a mesma atitude mental que o criou. (Albert Einstein).

 

MOVIMENTO

Simplesmente prestar atenção e escapar do modelo de pensamento atual não é sempre suficiente para gerar idéias criativas. Movimento, o terceiro princípio nos leva a continuar a exploração e combinação de novas idéias. É o momento de dar asas à imaginação e gerar novas alternativas, sem perder de vista os propósitos do processo criativo. É o momento de fazer conexões insólitas, de ver analogias e relações entre idéias e objetos que não eram anteriormente relacionados.

O conhecimento destes três princípios abre o caminho para o entendimento dos diversos métodos e técnicas de criatividade encontradas nos livros. As técnicas existentes têm a finalidade de nos auxiliar em pelo menos um dos três princípios. Diferentes métodos resultam da diferentes combinações destas técnicas. Dominando os três princípios, Atenção, Fuga e Movimento, você pode criar o seu próprio método, selecionando, combinando, ou mesmo criando as técnicas e ferramentas que mais se adaptam à sua personalidade e preferências. Você também pode adequar métodos e técnicas ao problema específico que você está enfrentando.

O quadro abaixo resume os três princípios e apresenta um checklist do que você deve considerar na montagem de suas técnicas de criatividade.

Processo criativo

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