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Ferramentas de criatividade

julho 23, 2007

Esta é a relação de ferramentas de criatividade publicadas. Clique no título para abrir o arquivo em outra janela. Faça-nos uma visita regularmente para verificar as novidades.

Apreciaria receber um retorno sobre os usos que você fez destas ferramentas, os resultados obtidos e sua avaliação sobre a facilidade de uso, aplicabilidade, versatilidade, etc.

FERRAMENTAS DE CRIATIVIDADE PUBLICADO TIPO DOC
Brainstorming 17/02/07 PDF
Listagem de atributos 17/02/07 PDF
Questionamento de suposições 17/02/07 PDF
SCAMPER 17/02/07 PDF
Mapa Mental (Mind Map) 18/03/07 PDF
Outros pontos de vista 09/04/07 PDF
Positivo, Negativo e Interessante 23/07/07 PDF
9 Janelas 24/04/08 HTML

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Pensamento Lateral: como se libertar dos bloqueios mentais

abril 9, 2007

A solução de problemas poCavando buracode ser comparada à procura de um tesouro pela escavação de um terreno. Se já existe um poço, tendemos a escavá-lo mais profundo. Quanto mais fundo o poço, mais difícil enxergar o que está acontecendo em outras partes do terreno. Se alguém se aproxima, nós o encorajamos a se juntar a nós no buraco.

O efeito geral é chamado inércia psicológica. Quanto mais cavamos, mais comprometidos ficamos com o poço que escolhemos. Se não conseguimos resolver o problema, julgamos que nosso fracasso se deve ao fato de que não cavamos o suficiente. Novos recursos são usados para acelerar a escavação:

  • Mais escavadores.
  • Melhores pás.
  • Treinamento dos escavadores.
  • Substituição dos escavadores, próprios ou terceirizados.
  • Mecanização e informatização do processo de escavação.

Abandonar o poço não é uma decisão fácil. A todo o momento, aparecem indícios de que o tesouro está próximo, decidimos cavar um pouco mais e vamos-nos enterrando. Ao invés de ser resolvido, o problema cresce e o buraco acaba por se tornar a sepultura de iniciativas bem intencionadas, mas mal direcionadas.

No terreno das idéias, cavar o mesmo poço mais fundo equivale a insistir no uso de abordagens e idéias com as quais estamos habituados, mas que não funcionam com o problema a resolver. Isto acontece, principalmente, por duas razões. A primeira é a nossa resistência em abandonar soluções e abordagens que funcionaram no passado, a armadilha da experiência. A segunda está ligada à maneira como interpretamos e lidamos com os dados e informações sobre o problema, a armadilha das percepções.

Em sua maioria, os erros de pensamento são inadequações de percepção e não erros de lógica – Edward De Bono, Criatividade Levada a Sério.

O que fazer? Mudar de direção. Se o caminho que você escolheu não o leva a lugar nenhum, mude de caminho, cave outro poço em outro lugar.

A esta mudança de perspectiva e de procura de enfoques não usuais, Edward De Bono chama de Pensamento Lateral (Lateral Thinking). O Pensamento Lateral pode ser definido como uma heurística para solução de problemas, em que você tenta olhar o problema de vários ângulos, ao invés de atacá-lo de frente. É o uso de um processo não linear de raciocínio, para checar suposições, mudar perspectivas e gerar novas idéias.

De Bono usa uma história para ilustrar o conceito de Pensamento Lateral. Um comerciante que deve dinheiro a um agiota concorda em resolver o débito com base na escolha de duas pedras, uma branca e outra preta, colocadas numa sacola. Se sua filha tirar a pedra branca, sua dívida será perdoada. Se tirar a pedra preta ela deverá se casar com o agiota. A moça percebe que o agiota coloca duas pedras pretas na sacola, mas fica calada. Chegada a hora do sorteio, ela tira uma das pedras da sacola e a deixa cair no pátio cheio de outras pedras. Ela então diz que a pedra que ela tirou deve ser da cor contrária a da pedra que restou na sacola. O agiota, para não passar por desonesto, concorda e a dívida é perdoada.

O Pensamento Lateral equivale a cavar poços em outros locais, ao invés de cavar mais fundo. Abandonar o poço e cavar em outro lugar equivale a uma ruptura com o modelo de pensamento a que estamos habituados.

Há várias ferramentas de criatividade baseadas no conceito de Pensamento Lateral e que nos ajudam a olhar o problema sob novas perspectivas, como o Questionamento de Suposições, Outros Pontos de Vista, Leque Conceitual e SCAMPER.

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Desvendando o segredo dos grandes inventores

março 26, 2007

Os inventores são pessoas que combinam duas habilidades fundamentais. A primeira é a de identificar oportunidades nos problemas ou nas coisas que não funcionam bem e precisam ser melhoradas. Esta habilidade pode também funcionar no sentido inverso: a pessoa tem uma idéia e procura uma oportunidade para usá-la. A segunda habilidade é a de olhar a sua volta e identificar princípios que podem ser extraídos de eventos naturais ou de objetos existentes e aplicá-los à solução de problemas.

Examinemos duas importantes invenções, o Velcro e o descaroçador de algodão, para esclarecer o significado da habilidade de extrair princípios e aplicá-los à solução de problemas.

O Velcro foi criado George de Mestral (1907-1990), inventor suíço. Num dia de verão de 1948, Mestral fez um passeio pelo campo com seu cão. Os dois retornaram para casa cobertos de carrapicho, uma semente de arbustos que se prende no pêlo de animais e na roupa. Curioso, Mestral examinou ao microscópio as sementes presas à sua calça para ver como elas se prendiam tão firmemente ao tecido. Ele viu que pequenos ganchos da semente se entrelaçavam com pequenos laços no tecido.

Desta observação Mestral teve a idéia de desenvolver um prendedor formado de duas partes: uma superfície com pequenos ganchos rígidos, como o carrapicho, e outra com pequenos laços flexíveis, como o tecido de sua calça. Assim nasceu o Velcro, para competir com o zipper. Com o tempo, esta invenção foi aperfeiçoada, suas aplicações diversificadas e, hoje, a Velcro Industries fatura milhões de dólares por ano.

Invenção do velcro

O que Mestral fez foi identificar o princípio em que se baseia o carrapicho para espalhar suas sementes: pequenos ganchos firmemente entrelaçados com pequenos laços. Em seguida procurou reproduzir este princípio, inventando o Velcro.

A invenção da descaroçadora de algodão por Eli Whitney (1765-1825) revolucionou a indústria de algodão. A descaroçadora de Whitney é uma máquina que automatiza a separação da semente e da fibra de algodão, resultando numa extraordinária redução de custo. Até a invenção de Whitney, a separação das sementes era manual, requerendo o uso intensivo de mão de obra. Whitney teve a idéia de sua máquina vendo um gato retirar penas de dentro de uma gaiola com sua pata.

Descaroçador de algodão

Whitney também usou o mesmo método. Na ação do gato, ele identificou um princípio: pequenas garras para prender e retirar um objeto. Usou sua engenhosidade para reproduzir este princípio na retirada de sementes de algodão.

O gráfico abaixo ilustra de forma genérica o modelo usado pelos dois inventores, que aparece em muitas das invenções que conhecemos.Modelo principio inventivo

Da observação do mundo à sua volta, o inventor identifica um princípio que pode ajudá-lo na solução de seu problema. Isola este princípio e tenta desenvolver idéias que resolvam o problema. Testa essas idéias e seleciona as mais promissoras.
Neste modelo, e nos dois exemplos, podemos identificar a presença dos três princípios do Processo Criativo: Atenção, Fuga e Movimento.

Atenção: concentrar-se no problema e observar à sua volta para se inspirar e obter idéias.

Fuga: ir do particular, o evento observado, para o genérico, o princípio em que o evento se baseia.

Movimento: gerar soluções a partir do princípio identificado e testá-las.

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Mapa Mental: organize suas idéias

março 18, 2007

O Mapa Mental (Mind Map) é um valiosa técnica que melhora o processo de anotar e organizar suas idéias e fortalece sua criatividade na solução de problemas. Usando o Mapa Mental você pode identificar e entender rapidamente a estrutura do assunto estudado, pois as relações e conexões entre as diversas peças de informação ficam mais evidentes.

O Mapa Mental é um recurso gráfico que substitue o processo convencional de anotações sob a forma de listagem. Um bom Mapa Mental mostra a “fotografia” do assunto, evidencia a importância relativa das informações ou conceitos relacionados ao tema central e suas associações.

Mapa Mental (Mind Map)

Os Mapas Mentais são utilizados para:

  • Fazer um sumário das informações.
  • Consolidar informações de diferentes fontes.
  • Analisar problemas complexos.
  • Apresentar informações num formato que mostra a estrutura geral do assunto.

Se você ainda não usou o Mapa Mental (Mind Map), eu recomendo que faça uma experiência. Quer saber como? Faça o download do tutorial aqui.

Você pode usar o Mapa Mental para resumir um livro, analisar as causas de um problema, planejar um livro ou artigo, estruturar um blog e muitas outras aplicações. É uma das mais populares ferramentas de criatividade. A pesquisa pelo tema “Mind Map” na internet (Google Imagens) resulta em mais de 1.940.000 respostas.

Na página Ferramentas de criatividade você encontra tutoriais grátis sobre esta e outras ferramentas.

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Técnicas de criatividade

fevereiro 14, 2007

A literatura especilizada apresenta uma vasta gama de técnicas e ferramentas para apoiar a geração de idéias, desde métodos altamente estruturados, até outros totalmente desestruturados. Estas abordagens podem ser classificadas em três categorias, reunindo algumas dezenas de ferramentas de criatividade:

Estímulos psicológicos: ferramentas que têm o propósito de provocar sua mente e libertá-la dos bloqueios mentais que obstruem sua imaginação. A mente age de forma livre e aleatória, procurando uma grande quantidade de idéias, sem muita preocupação com a qualidade e relevância das mesmas. A qualidade e relevância são examinadas posteriormente, na fase de triagem e seleção. Incluo neste grupo o Brainstorming, o Questionamento de Suposições e o Desafio Criativo
.
Orientação do raciocínio: ferramentas que ajudam a orientar o pensamento criativo oferecendo conceitos e direções para geração de novas idéias. São métodos medianamente estruturados, com plena liberdade de imaginação, mas seguindo orientações genéricas para assegurar um nível razoável de relevância. Esta categoria inclui também ferramentas que ajudam a organizar e relacionar as informações obtidas e as idéias geradas. Incluo nesta categoria: SCAMPER, Listagem de Atributos e Análise Morfológica.

Pensamento Inventivo Sistematizado: técnicas que utilizam a base de conhecimentos derivada das experiências inovadoras em diversos campos da atividade humana. As técnicas deste grupo se baseiam nos princípios inventivos identificados pelo engenheiro russo Genrich Altshuller, mediante o exame de mais de duzentas mil patentes de inventos. Através destes princípios, o pensamento criativo pode seguir as trilhas já percorridas por milhares de inventores e solucionadores de problemas e se inspirar nas suas idéias e nas soluções de problemas similares ao seu. Este grupo inclui: TRIZ, ASIT e USIT. Na sua origem, estas técnicas foram criadas para apoiar a solução de problemas técnicos mais complexos, especialmente no desenvolvimento de novos produtos, sistemas e tecnologias. Nos últimos anos, vimos a ampliação da aplicação destas técnicas na solução de problemas gerenciais e sociais.

Estes três grupos não são excludentes. Você pode combinar as ferramentas dos três grupos, de acordo com seu estilo e suas necessidades. Por exemplo, o Brainstorming pode ser combinado com o SCAMPER ou com o TRIZ; O Desafio Criativo com a Listagem de Atributos.

Por que tantas ferramentas? Não bastariam duas ou três? Poderiam bastar para você, mas a criatividade é um negócio complexo, onde tentamos agir sobre os bloqueios mentais, ou seja, no subconsciente. Temos de considerar que:

  • As ferramentas que funcionam para você podem não servir para outras pessoas.
  • Cada ferramenta fornece um distinto tipo de estímulo ou orientação, levando a idéias diferentes.
  • Algumas ferramentas são mais apropriadas para certos tipos de problemas e situações
  • Algumas ferramentas são mais apropriadas para certas culturas organizacionais.
  • Sua mente pode ficar acostumada com uma ferramenta particular, tornando-a menos eficaz.

Na página Ferramentas de criatividade você encontrará as ferramentas já publicadas, e continuarei acrescentando novas ferramentas nos próximos meses. Verifique periodicamente. Use aquelas que mais se ajustam ao seu estilo de raciocínio e aos problemas que deseja solucionar.

Apenas um pequeno pedido: dê-me um retorno sobre as ferramentas que você usar e sua avaliação sobre sua aplicabilidade, facilidade de uso e resultados obtidos.

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O processo criativo

fevereiro 10, 2007

Algumas pessoas vêem a criatividade como uma atividade relativamente não estruturada de pular em torno de idéias até se deparar com a idéia certa. Embora isto funcione para algumas pessoas, muitas situações da vida real requerem uma abordagem mais estruturada. A liberdade para experimentar é essencial para a criatividade, como também alguma disciplina para assegurar objetividade e consistência.

Seja qual for o nível de estruturação adotado, o processo criativo se fundamenta em três princípios: Atenção, Fuga e Movimento. O primeiro princípio nos diz: concentre-se na situação ou problema; o segundo: escape do pensamento convencional; o terceiro: dê vazão à sua imaginação. Estas três ações mentais formam uma estrutura integrada em que se baseiam todos os métodos de pensamento criativo. As diferenças entre os diversos métodos encontrados na literatura especializada estão na ênfase dada a cada um destes princípios e nas ferramentas usadas. As definições destes três princípios são parcialmente inspiradas no trabalho de Paul E. Plsek (Creativity, Innovation and Quality, ASQ Quality Press).

ATENÇÃO

A criatividade requer que primeiro concentremos nosso foco em algo, um problema ou uma oportunidade. Ao nos concentrarmos, preparamos nossa mente para romper com a realidade existente e se abrir para a percepção de possibilidades e conexões que normalmente não enxergamos.

Se estivermos explorando oportunidades, voltamos nossa atenção para o que não funciona ou pode ser aperfeiçoado:

  • o que é difícil e complicado e pode se tornar fácil e simples;
  • o que é lento e pode se tornar rápido, ou vice-versa;
  • o que é pesado e pode se tornar leve e portátil;
  • o que é instável e pode se tornar estável e confiável;
  • o que está separado e pode ser combinado e unificado, ou vice-versa;
  • muitas outras possibilidades em que usualmente não prestamos atenção.

Até 1980, a indústria de computadores dirigia sua atenção para a máquina, como torná-la mais potente. Apple e Windows focaram sua atenção no usuário, em como tornar o computador mais acessível e mais amigável, revolucionando toda a indústria de informática.

Se estivermos analisando um problema, concentramos nossa atenção para compreender melhor a situação, suas diferenças e similaridades com outras situações conhecidas, as peculiaridades do problema analisado e suas possíveis causas. Tentamos entender a situação, procurando respostas para as seguintes questões: O que está acontecendo? Onde? Como? Quando? Por quê? Quem está envolvido?

Tanto no caso de exploração de oportunidades, quanto no caso de solução de problemas, devemos ficar atentos aos paradigmas, aos sentimentos e às suposições que podem estar atuando sobre nossa percepção e entendimento da situação.

A verdadeira viagem do descobrimento não consiste na procura de novas paisagens, mas em ter novos olhos. (James L. Adams).

FUGA

Tendo concentrado nossa atenção na maneira como as coisas são feitas atualmente, o segundo princípio do processo criativo nos chama a escapar mentalmente dos nossos atuais modelos de pensamento. É a hora de refletir sobre os nossos bloqueios mentais e derrubar as paredes que limitam nossa imaginação ao que sempre fizemos, ao que é confortável e seguro.

A verdade é que os hábitos, mais do que nossas habilidades, predominam na escolha de nossos caminhos. Tendemos a trilhar sempre o mesmo vale, que se torna cada vez mais profundo e mais difícil de escapar.

Você não pode resolver um problema com a mesma atitude mental que o criou. (Albert Einstein).

 

MOVIMENTO

Simplesmente prestar atenção e escapar do modelo de pensamento atual não é sempre suficiente para gerar idéias criativas. Movimento, o terceiro princípio nos leva a continuar a exploração e combinação de novas idéias. É o momento de dar asas à imaginação e gerar novas alternativas, sem perder de vista os propósitos do processo criativo. É o momento de fazer conexões insólitas, de ver analogias e relações entre idéias e objetos que não eram anteriormente relacionados.

O conhecimento destes três princípios abre o caminho para o entendimento dos diversos métodos e técnicas de criatividade encontradas nos livros. As técnicas existentes têm a finalidade de nos auxiliar em pelo menos um dos três princípios. Diferentes métodos resultam da diferentes combinações destas técnicas. Dominando os três princípios, Atenção, Fuga e Movimento, você pode criar o seu próprio método, selecionando, combinando, ou mesmo criando as técnicas e ferramentas que mais se adaptam à sua personalidade e preferências. Você também pode adequar métodos e técnicas ao problema específico que você está enfrentando.

O quadro abaixo resume os três princípios e apresenta um checklist do que você deve considerar na montagem de suas técnicas de criatividade.

Processo criativo

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Bloqueios à criatividade

fevereiro 7, 2007

Bloqueios mentais são obstáculos que nos impedem de perceber corretamente o problema ou conceber uma solução. Pela ação destes bloqueios nós nos sentimos incapazes de pensar algo diferente, mesmo quando nossas respostas usuais não funcionam mais. Alguns bloqueios são criados por nós mesmos: temores, percepções, preconceitos, experiências, emoções, etc. Outros são criados pelo ambiente: tradição, valores, regras, falta de apoio, conformismo, entre outros. Os bloqueios mentais podem ser classificados em cinco categorias:

Bloqueios culturais: Barreiras que impomos a nós mesmos, geradas por pressões da sociedade, cultura ou grupo a que pertencemos. Eles nos levam à rejeição do modo de pensar de pessoas ou grupos diferentes. Alguns destes bloqueios:

  • Nós não pensamos ou agimos deste jeito aqui.
  • Nosso jeito é o certo.
  • Respeitamos nossas tradições.
  • Não se mexe em time que está ganhando.

Bloqueios ambientais e organizacionais: Resultantes das condições e do ambiente de trabalho (físico e cultural):

  • Distrações no ambiente de trabalho, reais ou imaginárias (interrupções, ruídos, telefone, e-mail).
  • Ambiente de trabalho opressivo, inseguro, desagradável.
  • Atitudes inibidoras à expressão de sentimentos, emoções, humor e fantasia.
  • Autoritarismo, estilos gerenciais inibidores.
  • Falta de apoio, cooperação e confiança.
  • Rotina estressante e inibidora.

Bloqueios intelectuais e de comunicação: Inabilidade para formular e expressar com clareza problemas e idéias. Podem resultar de vários fatores:

  • Falta de informação e pouco conhecimento sobre o problema ou situação analisada.
  • Informação incorreta ou incompleta.
  • Fixação profissional ou funcional, isto é, procurar soluções unicamente dentro dos limites de sua especialização ou campo de atividade.
  • Crença de que para todo problema só há uma única solução válida.
  • Uso inadequado ou inflexível de métodos para solução de problemas.
  • Inabilidade para formular e expressar com clareza problemas e idéias.

Bloqueios emocionais: Resultantes do desconforto em explorar e manipular idéias. Eles nos impedem de comunicar nossas idéias a outras pessoas. Alguns exemplos:

  • Medo de correr riscos; desde criança somos ensinados a ser cautelosos e não falhar nunca.
  • Receio de parecer tolo ou ridículo.
  • Dificuldade em isolar o problema.
  • Desconforto com incertezas e ambigüidades.
  • Negativismo: procura prematura de razões para o fracasso, por que não vai dar certo.
  • Inabilidade para distinguir entre realidade e fantasia.

Bloqueios de percepção: Obstáculos que nos impedem de perceber claramente o problema ou a informação necessária para resolvê-lo. Inabilidade para ver o problema sob diversos pontos de vista. Exemplos:

  • Estereótipos: ignorar que um objeto pode ter outras aplicações além de sua função usual. Gutenberg adaptou a prensa de uvas para imprimir livros; Santos Dumont usou a corda de piano para substituir as pesadas e grossas cordas usadas nos balões.
  • Fronteiras imaginárias: projetamos fronteiras no problema ou na solução que não existem na realidade.
  • Sobrecarga de informação: excesso de informações e de detalhes que restringem a solução que pode ser considerada.

Os bloqueios são paredes invisíveis que nos impedem de sair dos estreitos limites do cubículo que construímos ao longo dos anos. Os tijolos desta parede são feitos de nossos medos, frustrações, ansiedades e imposições da sociedade, família, colegas e superiores. Quando se sentir paralisado e incapaz de pensar diferente, relaxe e procure enxergar estes tijolos. A consciência dos bloqueios mentais já é meio caminho andado no desenvolvimento de suas habilidades criativas.

Heurística: Somos fortemente condicionados pelo ambiente em que vivemos e por nossas experiências e emoções. Identifique e procure mudar os modos inibidores como você tende a perceber, definir e examinar os problemas e decisões que enfrenta.

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fevereiro 4, 2007

Quando vemos uma grande invenção como a roda ou a lâmpada elétrica, tendemos a pensar que ela é sempre o resultado de um momento mágico, uma inspiração divina, um estalo da mente. É claro que no processo criativo há um momento final de inspiração, em que os elementos se combinam e a idéia se cristaliza. No entanto, normalmente este momento é precedido de um demorado e árduo trabalho de pesquisas, tentativas, fracassos e acertos. Antes da inspiração há muita transpiração, mas a história só dá destaque ao momento final, o ato mágico da criação, dando a impressão do brilho instantâneo. Tanto que a criatividade é normalmente representada por uma lâmpada acesa ou por um raio. Em muitos casos, a verdade é outra. Algumas invenções resultam de muita persistência por parte de uma pessoa ou de uma equipe. Outras resultam de sucessivas contribuições isoladas de muitas pessoas, ou seja, da acumulação de pequenos avanços ao longo de muitos anos, ou mesmo séculos. Vejamos dois exemplos para ilustrar este processo.

A invenção da roda

A roda é provavelmente a mais importante invenção mecânica de todos os tempos. Quase todas as máquinas contêm a aplicação do princípio de um componente simétrico girando em torno de um eixo. Das pequenas engrenagens de um relógio, às rodas de automóveis, hélices dos aviões e discos rígidos de computadores, o princípio é o mesmo.

A roda mais antiga conhecida foi encontrada na Mesopotâmia e, provavelmente, data de 3.500 AC. Acredita-se que foi feita pelos sumérios, usando-se pranchas de madeira. A figura abaixo ilustra os estágios de desenvolvimento da roda.

Invenção da roda

Estágio um: colocação de toras de madeira debaixo de objetos pesados, facilitando sua movimentação.

Estágio dois: invenção do trenó para facilitar o arrasto de cargas pesadas.

Estágio três: combinação do trenó com toras. O trenó corria sobre toras colocadas uma após a outra.

Estágio quatro: com o uso repetido, o trenó criava sulcos nas toras. Os povos antigos observaram que os sulcos profundos permitiam que o trenó avançasse uma distância maior antes que uma nova tora fosse necessária.

Estágio cinco: As toras foram alteradas para rodas. A madeira entre os sulcos foi retirada para formar um eixo que se apoiava em mancais de madeira presos ao corpo do trenó. O primeiro carro de madeira foi inventado.

Estágio seis: uma pequena melhoria foi feita no carro: a separação das rodas e do eixo. O eixo se encaixa no furo no centro da roda e passa através de furos no chassi do trenó.

Nos séculos seguintes, várias melhorias foram introduzidas pelos egípcios, indianos, chineses, gregos e romanos.

A invenção da lâmpada elétrica

O mundo moderno é um mundo eletrificado. A lâmpada elétrica, em particular, mudou profundamente a existência humana pela iluminação da noite, facilitando a realização de uma vasta gama de atividades noturnas e melhorando a segurança das cidades.

A lâmpada que hoje usamos foi inventada por Thomas Alva Edison em 1879. Desde 1910, ela é formada por um bulbo de vidro contendo um gás inerte e um filamento de tungstênio por onde passa a corrente elétrica. A energia elétrica faz com que o filamento atinja uma alta temperatura e se torne incandescente.

Embora Edison mereça o crédiLâmpada elétricato, ele não foi a primeira nem a única pessoa a trabalhar na invenção da lâmpada incandescente. Desde 1809 vários pesquisadores tentavam desenvolver uma lâmpada eficiente, durável e econômica. O grande problema a resolver era conseguir um filamento que não se consumisse com o calor. Os primeiros filamentos testados eram de madeira ou papel carbonizado, duravam poucas horas, virando cinzas. Os de metal se derretiam rapidamente.

Entre 1878 e 1880 Edison e sua equipe testaram mais de 3.000 teorias para solucionar este problema. Tentaram milhares de materiais dos mais diversos tipos e origens. Ele reconheceu que o trabalho foi tedioso e muito exigente, especialmente para sua equipe. “Antes de chegar a uma solução,” ele lembrou, “eu testei nada menos de 6.000 espécies de vegetais, e revirei o mundo em busca do material mais apropriado.”

Em 1880 ele desenvolveu um filamento derivado de bambu carbonizado que durou 1.200 horas e deu início à sua comercialização. Em 1910, Willian David Coolidge inventou um método econômico para a produção de filamento de tungstênio, que substituiu os outros tipos de filamentos usados até aquela data.

Se você examinar outras invenções, como o telefone, o computador e a Internet, você encontrará histórias com enrêdos muito semelhantes: trabalho árduo e disciplinado; persistência; mente aberta e atenta e a capacidade de se recuperar de fracassos e seguir adiante.

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Criatividade e Inteligência

janeiro 29, 2007

Como desenvolver minha criatividade?

A criatividade envolve a transformação de nossos talentos, conhecimentos e visão em uma nova realidade externa original e valiosa. É a habilidade de combinar elementos existentes, conceitos, técnicas, objetos e materiais, para gerar novas idéias e soluções para os desafios e problemas de nosso dia-a-dia. Por exemplo, Gutenberg combinou a prensa de uvas e os moldes de cunhar moedas para produzir sua impressora. Do esmagamento de uvas ele isolou e extraiu o conceito “prensa”; da cunhagem de moedas extraiu o conceito “gravação”; combinou-os e os transferiu para a impressão de livros.

Esta habilidade pode ser desenvolvida. Para tanto, devemos estar cientes de que ela resulta da combinação de vários fatores internos e externos ao indivíduo:

  1. As características individuais como: Personalidade – a disposição para correr riscos; Temperamento – a capacidade de enfrentar críticas e incompreensão e persistir em seus planos; Motivação – o firme desejo de fazer algo diferente, ignorar a multidão e explorar novos caminhos, profundamente e sem restrições; Habilidades Mentais – os talentos e as inclinações naturais que definem nossas habilidades de produzir valor.
  2. Harmonia entre seu trabalho e suas habilidades intelectuais: acerto na escolha de um campo de atividades que lhe ofereça a oportunidade de exercer plenamente seus talentos e inclinações.
  3. Competência profissional: o domínio dos conhecimentos necessários ao pleno exercício de suas atividades. Contudo, não se deve ignorar que muitas soluções criativas são resultantes da combinação de conceitos e conhecimentos de diferentes campos de atividades. Escapar dos estreitos limites de sua especialização pode ampliar significativamente sua capacidade criativa.
  4. Ambiente de trabalho que estimula a procura de novas idéias, valoriza as contribuições para criação de novos processos e produtos e combate todas as formas de bloqueios à criatividade.
  5. O conhecimento do processo criativo: como funciona e quais as suas etapas, que obstáculos podem bloquear nossa mente e que técnicas podemos usar para superá-los.

Habilidades mentais – O conceito de múltiplas inteligências

Creio que a condição mais importante para o desenvolvimento de nossa capacidade criativa seja a compatibilidade entre nossas habilidades mentais e nossas atividades. Só podemos nos tornar criativos quando há harmonia entre nosso trabalho, nossos talentos e nossas competências pessoais.

A verdadeira criatividade é impossível sem alguma medida de paixão. O melhor modo de ajudar as pessoas a maximizar seu potencial criativo é permitir que elas façam algo que amam.
Teresa M. Amabile: Creativity in Context

As habilidades mentais resultam do nosso perfil de inteligência e expressam a capacidade de raciocinar, compreender idéias, resolver problemas e aprender. A visão tradicional de inteligência tem sido fortemente desafiada nos últimos anos, especialmente pela Teoria de Múltiplas Inteligências de Howard Gardner. Segundo Gardner, ao invés de haver um único tipo de inteligência, as pessoas são vistas como possuidoras de um conjunto de tipos de inteligências relativamente independentes. Esta teoria explica as diferenças de habilidades entre as pessoas para lidar com assuntos distintos como matemática, música, comunicação verbal ou escrita. Em seus estudos, Gardner identificou nove tipos de inteligências:

Lógica: Habilidade de pensar logicamente, reconhecer padrões e trabalhar conceitos abstratos. Mais associada ao pensamento científico e matemático. Aqui se encontram os engenheiros, matemáticos e cientistas.
Musical: Capacidade de distinguir sons e de criar, interpretar e apreciar música. São as habilidades apresentadas por compositores, músicos e dançarinos.
Naturalista: Apresentada por aqueles que são talentosos em observar, entender e organizar categorias, especialmente as encontradas na natureza. Inclui naturalistas, botânicos e bibliotecários.
Intrapessoal: Encontrada em pessoas introspectivas e intuitivas. Capacidade de autoconhecimento e de interpretar seus sentimentos, medos e motivações. Exemplos: escritores, psicoterapeutas e conselheiros.
Existencial: Pessoas voltadas para questões fundamentais da existência: Qual o meu papel na família, no trabalho ou na comunidade? Hábeis em relacionar detalhes com o todo, como os filósofos e teólogos.

Múltiplas inteligências
Espacial: Habilidade de visualizar objetos e dimensões espaciais e de criar imagens internamente. Abrange a sensibilidade a cores, linhas, formas, espaço e as relações que existem entre estes elementos. Compreende também a capacidade de se orientar em grandes espaços como metrópoles, florestas, mares e desertos. Neste grupo estão os escultores, arquitetos, urbanistas e navegantes.
Lingüística: Habilidade para usar palavras e a linguagem verbal e escrita. Habilidade para falar diversos idiomas. Linguagem como meio de guardar e lembrar informações. Aqui estão incluidos escritores, jornalistas, poetas e oradores.
Interpessoal: Habilidade para entender as intenções, desejos e motivações dos outros. Habilidades de comunicação, relacionamento e persuasão. Políticos, religiosos, professores e vendedores.
Cinestésica: O conhecimento do corpo e a habilidade de controlar seus movimentos. Potencial de usar o corpo para dança e esportes, como dançarinos, mímicos e desportistas.

Estas inteligências não são mutuamente excludentes, agem combinadas e se reforçam mutuamente. Cada pessoa apresenta uma combinação única de inteligências em tipos e graus. Esta combinação define as habilidades criativas do indivíduo, isto é, a sua capacidade de lidar com problemas e oportunidades. Algumas pessoas são compositores criativos, mas podem ser um fracasso como atletas ou ter dificuldades para se relacionar com outras pessoas. Há tantas formas de criatividade quantas são as possíveis combinações dos nove tipos de inteligência.

Criatividade e inteligência

A teoria de Gardner traz uma visão nova e esclarecedora sobre a relação entre criatividade e inteligência e como podemos aprimorar nossas habilidades criativas. Podemos considerar que a criatividade resulta não somente do nosso nível de inteligência, mas também do nosso perfil de inteligência e da escolha de um campo de atividade compatível com este perfil. A criatividade floresce quando há paixão pelo trabalho, e somente há paixão quando temos a oportunidade de seguir nossa vocação e aplicar nossos talentos.

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Criatividade e inovação

janeiro 24, 2007

O que vem à sua mente quando você pensa sobre a criatividade? Alguns pensam em pessoas muito especiais e que a criatividade envolve talentos extraordinários. Associam criatividade com as artes, com a ciência e grandes invenções. Pensam em Leonardo da Vinci, Mozart, Einstein, Picasso, Santos Dumont, Henry Ford e Steve Jobs. Estas pessoas certamente realizaram coisas notáveis, com impactos profundos e duradouros sobre nossas vidas. Mas há outras valiosas expressões de criatividade que se incorporaram ao nosso cotidiano, mas que não são lembradas quando se fala em criatividade.

Muito do que você hoje olha como trivial e corriqueiro, já foi considerado uma notável invenção na ocasião de sua introdução. Refiro-me a invenções simples, mas que se tornaram indispensáveis, como a escada, a tesoura, a chave de fenda, o lápis, o carrinho de supermercado, etc. Da mesma forma, presenciamos diariamente valiosas expressões de criatividade em todos os setores de atividade como artesanato, indústria, comércio, diversão, etc.

Esta diversidade de manifestações criativas explica as dezenas de definições para o termo criatividade. A criatividade tem significados distintos para diferentes pessoas e pode ser definida segundo a perspectiva limitada de diferentes disciplinas como negócios, ciências, música, artes plásticas, teatro, dança e arquitetura.

Numa perspectiva bastante abrangente, a criatividade pode ser definida como o processo mental de geração de novas idéias por indivíduos ou grupos. Uma nova idéia pode ser um novo produto, uma nova peça de arte, um novo método ou a solução de um problema. Esta definição tem uma implicação importante, pois, como processo, a criatividade pode ser estudada, compreendida e aperfeiçoada. Ela tira da criatividade aquela áurea de um evento mágico, místico e transcendental; um beijo de Deus na sua testa.

Ser criativo é ter a habilidade de gerar idéias originais e úteis e solucionar os problemas do Balão Montgolfierdia-a-dia. É olhar para as mesmas coisas como todo mundo, mas ver e pensar algo diferente. O balão de ar quente foi inventado pelos irmãos Joseph e Etienne Montgolfier em 1783. A idéia teria ocorrido a Joseph ao ver a camisola de sua mulher levitar, depois que ela a colocara perto do forno para secar. Daí teria vindo a idéia de construir um grande invólucro em forma de pêra, de papel e seda, com uma abertura na base para ser inflado com a fumaça de palha queimada. Milhões de pessoas já tinham visto este fenômeno, mas somente os irmãos Montgolfier tiraram proveito prático desta observação. Eles viram muito mais do que uma camisola flutuando – isto é criatividade.

Inovação e criatividade são a mesma coisa? A resposta é não. Criatividade é pensar coisas novas, inovação é fazer coisas novas e valiosas. Inovação é a implementação de um novo ou significativamente melhorado produto (bem ou serviço), processo de trabalho, ou prática de relacionamento entre pessoas, grupos ou organizações. Os conceitos de produto, processo e prática são totalmente genéricos, se aplicando a todos os campos da atividade humana, como indústria, comércio, governo, medicina, engenharia, artes, entretenimento, etc. O termo implementação implica em ação: só há inovação quando a nova idéia é julgada valiosa e colocada em prática. Os irmãos Montgolfier transformaram a observação de uma camisola flutuando num balão – isto é inovação.

Nem sempre a inovação é o resultado da criação de algo totalmente novo mas, com muita freqüência, é o resultado da combinação original de coisas já existentes. A invenção do radar é uma combinação de elementos conhecidos: ondas de rádio, amplificadores e osciloscópios. Algumas importantes inovações consistem de novos usos para objetos e tecnologias existentes. Um bom exemplo é o uso da Internet pelos bancos, permitindo aos clientes o acesso direto aos serviços bancários. Outro exemplo: o uso do telefone celular para monitoramento de portadores de doenças cardíacas.

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