Solução criativa de problemas – Parte 3

setembro 1, 2007

Selo SCP3SCP – Solução Criativa de Problemas

SCP é um conjunto de processos para analisar e solucionar problemas, identificar e vencer desafios e estabelecer e realizar objetivos. O uso do SCP possibilita a indivíduos e organizações serem criativos e inovadores na resolução de problemas e no tratamento de novas oportunidades de negócios. Nota: não confundir o nome desta metodologia com o título desta série de artigos.

O SCP é constituído de 3 estágios (definição do problema, solução do problema e implementação da solução), divididos em 6 passos:

1. Reconhecimento do problema
2. Obtenção de dados
3. Formulação do problema
4. Geração de idéias
5. Desenvolvimento da solução
6. Implementação da solução

Estes seis passos guiam o processo criativo. O SCP define o que fazer, passo a passo, para produzir uma ou mais soluções criativas e práticas. Cada passo é formado de duas fases:

Pensamento divergente: fase de geração de muitas opções e possibilidades que, conforme o estágio, podem ser dados, definições do problema, idéias, critérios de avaliação ou estratégias de implementação. É uma fase de liberdade para imaginar, em que o julgamento é suspenso.

Pensamento convergente: fase para avaliar e fazer escolhas entre as várias opções e possibilidades imaginadas na fase divergente. Nesta fase se faz a seleção dos dados mais relevantes, das idéias mais promissoras, dos critérios e estratégias mais adequadas e viáveis.

Solução criativa de problemas

Passo 1 – Identificação do problema

O processo se inicia com o reconhecimento de uma situação problemática, um desafio a enfrentar ou algum resultado insatisfatório. A seguir se elabora uma descrição preliminar do problema, que pode não ser necessariamente a melhor ou a mais precisa descrição do desafio. Geralmente esta descrição inicial costuma ser incompleta, mau definida e complexa. Usualmente, esta descrição inicial parte da pessoa responsável pela unidade onde o problema ocorre, o “dono” do problema.

Passo 2 – Obtenção de dados

Este passo é a ponte entre o reconhecimento do problema e sua clara definição. Na fase divergente, deve-se explorar todas as possíveis fontes de informação sobre a situação problemática: registros; relatórios, notícias, artigos, opiniões dos trabalhadores, gerentes, clientes e fornecedores, etc.

Terminada a fase de prospecção de dados, parte-se para a seleção dos dados realmente relevantes que serão analisados no passo seguinte.

Passo 3 – Formulação do problema

Este passo é a conexão entre a obtenção de dados e a geração de possíveis soluções. Tendo uma boa idéia dos fatos relevantes, neste passo se procura aperfeiçoar a definição inicial do problema formulada no passo 1. Isto pode parecer simples, mas não é; a maior causa de fracassos na solução de problemas é a falha em definir claramente o problema real a ser resolvido. Muitas vezes a definição inicial resulta de uma visão limitada ou deturpada da situação, ou mesmo a confusão entre o problema real e seus sintomas. Questionar a definição inicial é um importante passo e os dados obtidos na etapa anterior o ajudarão a definir adequadamente o problema real.

Passo 4 – Geração de idéias

Assim que o problema esteja claramente definido, uma grande quantidade de possíveis soluções pode ser gerada, usando-se técnicas de criatividade previamente selecionadas. Nesta etapa, com a ajuda de ferramentas de criatividade mais apropriadas à situação, a mente trabalha livremente para gerar idéias que serão avaliadas, comparadas, melhoradas ou combinadas na etapa seguinte.

Passo 5 – Desenvolvimento da solução

Se o passo anterior se caracteriza pelo pensamento divergente, este passo é dominado pelo pensamento convergente, em que as idéias geradas são avaliadas segundo critérios previamente definidos para comparar os benefícios, custos, prazos e aspectos organizacionais, humanos, políticos, etc. Desta etapa nasce uma recomendação de ação específica para resolver o problema.

Passo 6 – Implementação da solução

Neste passo, um plano de ação é criado, identificando o que será feito, por quem, quando, onde e como. Este plano deve ser apresentado e explicado a todas as pessoas envolvidas na sua implementação, bem como as que serão afetadas pelas mudanças.

Este é o momento de colocar em ação toda sua capacidade de persuasão e suas habilidades de lidar com indiferença, desconfiança, argumentos infundados e objeções sinceras.

Instrumentos de monitoramento são definidos para avaliação dos resultados obtidos e da eficácia do plano de ação, bem como para identificação de eventuais medidas corretivas.

No próximo artigo abordarmos o PIS – Pensamento Inventivo Sistematizado.

Artigos relacionados:

Solução criativa de problemas – parte 1

Solução criativa de problemas – parte 2

Solução criativa de problemas – parte 4

Problemas: a solução criativa começa pela definição correta

Regras para a solução criativa de problemas

Ferramentas de criatividade

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